A milenar medicina chinesa virou alvo de preocupação para os organizadores da Olimpíada de Pequim, pelo temor que algumas substâncias utilizadas possam causar doping.
Dirigentes locais aconselharam seus atletas a deixarem de utilizar esse tipo de tratamento porque alguns deles contém substâncias banidas, como efedrina, um estimulante.
O problema é que muitos competidores disseram que vão continuar com a fórmula tradicional. Um deles é Yao Ming, estrela da seleção de basquete masculino, e astro da NBA.
"Não há razão para descartá-la. Isso tem sido usado em nosso país por milhares de anos", afirmou o jogador durante uma conferência em abril ao justificar o tratamento que estava fazendo para a contusão em seu tornozelo.
O Comitê Olímpico Chinês publicou uma lista de remédios que continham substâncias banidas em 2005, e atualizou-a em dezembro. O órgão federal responsável pelos alimentos e remédios ordenou, em maio, que os fabricantes de medicina tradicional escrevessem nos rótulos dos produtos a frase: "Atletas, usem com cuidado".
"No passado, muitos acidentes foram causados porque atletas tomavam essas ervas sem saber que elas poderiam causar problemas. A razão para estarmos realizando este trabalho é para cumprirmos nossa promessa. Queremos que a Olimpíada de Pequim seja justa, aberta e limpa", declarou um porta-voz do órgão público ao jornal The Times.
Redação Terra