Atualizada às 15h11
![]() |
| Jade Barbosa é uma das favoritas a medalhas no solo e no salto, além do individual geral |
| Reprodução |
Renato Pazikas
Direto de Tóquio
Principal nome da ginástica artística feminina brasileira, Jade Barbosa disputa em Pequim a primeira Olimpíada de sua curta e gloriosa carreira. Para não decepcionar, a carioca é uma das mais dedicadas nos treinamentos da equipe no Tsukahara Center, em Tóquio.
» Assista ao vídeo
» Felipão e natação do Brasil treinam lado a lado
» Thiago Pereira prefere não pensar em medalha
Na China, Jade é uma das favoritas ao pódio em duas provas: o solo e o salto sobre o cavalo, além do individual geral. Em entrevista exclusiva ao Terra, a atleta falou sobre a preparação no Japão e contou ainda que tem uma superstição que pode ajudá-la a voltar ao Brasil com a medalha no peito.
Bronze no último Mundial de ginástica, no individual geral, Jade Barbosa ofuscou nos últimos anos as experientes e famosas Daiane dos Santos e Daniele Hypólito.
Em 2007 pôde, pela primeira vez, disputar em etapas da Copa do Mundo de ginástica na categoria adulta. Na estréia, em Paris, na França, foi a duas finais (salto e barras assímétricas), mas sem conquistar nenhuma medalha.
Já em Cottbus, na Alemanha, chegou nas finais no solo, na trave e no salto, conquistando neste último a medalha de prata.
Na seqüência, nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, com apenas 16 anos a ginasta conquistou a medalha de ouro no salto, a prata por equipes e o bronze no solo.
Essa atuação lhe rendeu no fim do ano o prêmio "Brasil Olímpico", oferecido pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) aos atletas que se destacam ao longo da temporada.
Para ficar com essa honraria, Jade superou Marta, jogadora de futebol, vice-campeã do mundo com a Seleção Brasileira, e Fabiana Murer, que detém o recorde sul-americano do salto com vara.
Em Pequim, Jade chega para sua primeira Olimpíada sendo o centro dos holofotes, como Daiane, em Atenas 2004, quando chegou como favorita ao ouro no solo.
Veja a entrevista na íntegra:
É a sua primeira Olimpíada. Como está a sua expectativa e a preparação da equipe brasileira para Pequim?
Aqui no Japão a gente tem uma noção de como é a equipe estar toda junta. Os treinos agora começam a ficar mais certos. Já é um passo a mais que estamos dando. Por enquanto está tudo bem.
Chegou a hora de a ginástica brasileira ganhar a primeira medalha olímpica?
A gente trabalha bastante pra isso acontecer, mas não depende só da gente. Podemos fazer nosso trabalho, mas as outras equipes também estão bem.
Você acha que este é o melhor momento da ginástica brasileira?
Eu acho que é um dos melhores momentos, a gente evoluiu bastante e esperamos continuar assim.
Como está sendo o período de adaptação no Japão?
Aqui é muito bom, o ginásio é bom e não temos o que reclamar. Só que é meio complicado ainda o fuso horário. Tudo muda, né? São 12 horas de diferença.
Você se adaptou à comida japonesa?
Eu gosto da comida daqui, graças a Deus. Vou ficar aqui duas semanas e não gostar da comida é ruim, né?
Você tem alguma superstição que costuma fazer antes das competições?
Sempre rezo bastante e sempre uso o mesmo brinco. Sempre o mesmo brinco pra treinar e o mesmo brinco para competir, gosto disso.
Redação Terra