Atualizada às 09h25
Allen Chahad
Antonio Prada
Fabián Tetelboim
Direto de Pequim
Após a pressão da mídia de todo o mundo e do Comitê Olímpico Internacional (COI), a China liberou no início da tarde desta sexta-feira (horário local) a maioria dos sites que estavam censurados para acessos dos jornalistas que trabalham na cobertura da Olimpíada de Pequim.
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Entre os sites liberados estão o da Anistia Internacional, o Wikipédia e de veículos de comunicação - BBC China, Apple Daily (Hong Kong) e Liberty Times (Taiwan).
Continuam bloqueados sites com conteúdos considerados "inconvenientes" pelo governo chinês. Por exemplo, não é possível acessar dados da organização Falun Gong, considerada "maléfica" pelas autoridades do país, e páginas da web que defendem independência do Tibet.
O COI e o Comitê Organizador da Olimpíada de Pequim (Bocog) concordaram em reunião realizada na noite de quinta-feira em retirar as restrições de acesso à Internet aos jornalistas credenciados.
Fora das zonas oficiais olímpicas, as restrições de acesso aos conteúdos da web serão as mesmas às quais está submetido o povo chinês.
Polêmica
No dia 1º de abril desse ano, o COI havia dito ter uma promessa dos organizadores da Olimpíada de que os jornalistas não seriam submetidos a nenhuma censura de conteúdos da Internet durante o evento.
Mas, às vésperas do início dos Jogos, veículos de comunicação de todo o mundo que estão na China não conseguiam acessar livremente todos os sites desejados e passaram a pressionar os organizadores. O porta-voz do Bocog, Sun Weide, assumiu no início desta semana que o veto existia e que continuaria.
As reclamações aumentaram e o chefe de imprensa do COI, Kevan Gosper, pediu desculpas e cogitou que houvesse um acordo entre pessoas de sua entidade e o Bocog. O próprio COI se pronunciou em seguida, descartou qualquer possibilidade de um pacto anterior e exigiu explicações do Bocog.
Na manhã desta sexta-feira, até o presidente da China, Hu Jintao, se pronunciou. Ele insistiu que a imprensa estrangeira "não politize" os Jogos Olímpicos porque seria contrário ao espírito da competição e que se faça uma cobertura jornalística "objetiva".
Dois dirigentes do COI - Hein Verbruggen, presidente da comissão de coordenação dos Jogos de Pequim, e Gilbert Felli, diretor executivo do evento - se reuniram nesta quinta-feira com membros da organização dos Jogos para tratar do assunto.
No início da tarde desta sexta-feira, parte do conteúdo antes vetado já podia ser acessado pelos jornalistas. Mas os endereços de web com os assuntos que mais preocupam o governo do país não devem ser liberados.
Olimpíada no Terra: ao vivo e exclusivo
Os Jogos de Pequim serão realizados de 6 a 24 de agosto. O Terra irá transmitir ao vivo e com exclusividade a competição em 13 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários terão a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso será gratuito. Os internautas terão um importante papel no site especial do Terra, que será totalmente construído a partir do conteúdo gerado pelos usuários. Na área Fanzone, o usuário poderá ser o comentarista, gravar vídeos com sua câmera e compartilhá-los com a audiência do Terra. O internauta já pode enviar vídeos, fotos e textos para os atletas e as equipes. Clique e participe. Os vídeos estarão disponíveis a partir do dia 6.
Redação Terra