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Quinta, 7 de agosto de 2008, 03h26 Atualizada às 04h16

Tênis de mesa: rivais admitem favoritismo chinês

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Jogadores de tênis de mesa do Brasil, Camarões, Jordânia e Romênia têm duas metas comuns e muito simples: ir o mais longe possível na competição e mostrar que suas chances no esporte não eram assim tão mínimas.

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Nenhum desses países é conhecido por sua força na modalidade e ninguém imagina que poderá derrotar os donos da casa: a equipe chinesa, que tem entre seus objetivos conquistar as quatro medalhas de ouro no tênis de mesa.

"Não existem muitos jogadoras na Jordânia e meus amigos pensam que meu esporte é bem esquisito", disse Zeina Shaban, 20 anos, a única de seu país na modalidade e que será a porta-bandeira da nação do Oriente Médio na cerimônia de abertura desta sexta-feira.

"Algumas vezes me sinto desmotivada pelos chineses serem tão fortes, mas é assim. Eles treinam como loucos", disse a atleta.

A única representante brasileira é Mariany Nonaka, 20 anos, que está participando de sua segunda Olimpíada. "Para mim, no Brasil, é duro, porque são poucas pessoas que praticam. Então eu treino na Europa", disse. "Os melhores jogadores são daqui da China. Vai ser bem difícil, mas é a vida".

O único romeno competindo no tênis de mesa é Adrian Crisan. Depois de ficar entre os 64 melhores em Sidney 2000 e em entre os 32 em Atenas 2004, agora brigará para ficar entre os 16.

"O esporte é tão popular por aqui. Qualquer um dos outros países verá que os chineses são muito difíceis de serem derrotados", disse Crisan, número 21 do mundo, que foi levado ao tênis de mesa pelo pai. O atleta romeno reclama da falta de verba e interesse pelo esporte na Romênia. "O futuro não é tão bom. Não há muitos jogadores jovens".

Ex-campeã africana, Fomum Victorine, de Camarões, mantém expectativas bem modestas. "O tênis de mesa é muito praticado em meu país, mas há bem poucas competições", disse a número 765 do mundo. "O principal aqui é participar."

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Reuters