Atualizada às 15h24
O jogador Kobe Bryant, um dos maiores astros do esporte mundial, brincou, nesta sexta-feira, que irá deixar seu país se os Estados Unidos não conquistarem a medalha olímpica de ouro no basquete.
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"As pessoas me perguntam e eu brinco muito, mas se a gente quiser continuar sendo cidadão norte-americano precisamos ganhar o ouro", disse o armador do Los Angeles Lakers.
"Vou virar italiano. Vocês irão me chamar de Kobe Giovanni, sabia?!".
Os norte-americanos estão entre os favoritos ao ouro olímpico em Pequim, depois de cair em Atenas há quatro anos, quando terminaram em terceiro, enquanto uma habilidosa Argentina ficava com o título.
Carmelo Anthony, companheiro de equipe de Kobe Bryant na seleção dos EUA, era outro que arquitetava um plano para uma rota de fuga. "Despacho minhas roupas para qualquer outro lugar, cara", disse Anthony, que jogou em Atenas e no Mundial de 2006, quando novamente os norte-americanos ficaram relegados à medalha de bronze.
"Vou negociar contrato com algum outro time em algum outro lugar. E não volto mais!", brincou o ala do Denver Nuggets, franquia do brasileiro Nenê na NBA.
"Em 2004, não sabíamos de nada. Estávamos cegos. Foi chato voltar aos Estados Unidos sabendo que deveríamos ser os melhores jogadores de basquete do mundo chegando com uma medalha de terceiro lugar. Realmente tomamos uma pancada, não só como time, mas como país", disse Anthony.
Jogo Show
Os milionários jogadores da NBA, agora chamados de "Time da Redenção" depois dos fracassos, abrem esta campanha olímpica com um jogo espetacular, contra a China, do pivô Yao Ming, no próximo domingo, às 11h15 (de Brasília).
"Estão dizendo que será o evento esportivo mais visto da história (na China)", disse Mike Krzyzewski, técnico dos Estados Unidos. "Enfrentar a China logo no primeiro jogo. Não sei se poderia ser melhor".
O time de Krzyzewski está no Grupo B, com a Espanha, atual campeã mundial, e a forte Grécia, que derrotou os norte-americanos na semifinal do Mundial de 2006.
"É um esporte mundial", afirmou o treinador. "Não é um esporte dos Estados Unidos. Entendemos isso. Mais de 30% dos jogadores da NBA agora são estrangeiros".
O auxiliar técnico dos EUA, Nate McMillan, insistiu que os norte-americanos estão mais bem preparados desta vez. "Estão mais ligados. Estamos sentindo essa química de família que outros países tiveram nestes últimos anos. Mas o que importa é que não podemos falar sobre sermos os melhores, temos de mostrar isso".
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Reuters