Atualizada às 15h56
O técnico da Seleção Brasileira masculina de vôlei, Bernardinho, assegurou nesta sexta-feira em Pequim que sua equipe é a que sofre maior pressão nos Jogos Olímpicos devido ao ciclo de vitórias dos últimos anos. Justamente por isso, o treinador acredita que a competição será dura.
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Depois de uma entrevista à imprensa dos treinadores das seleções que disputarão o torneio olímpico de vôlei, Bernardinho ressaltou aos jornalistas que a "pressão é enorme".
"Sem dúvidas que sim", afirmou Bernardinho, ao responder se o time estava pressionado. "Em função do que fizemos nos últimos sete anos, a pressão é maior, vem crescendo a cada ano, hoje ela é enorme", afirmou.
De certa forma, pesa também para a equipe a derrota na fase final da Liga Mundial deste ano, em pleno Rio de Janeiro. Após declarações fortes de técnico e jogadores, uma carga excessiva de treinos, Bernardinho cobrou os atletas e chegou a se desentender com o central Gustavo em treino da última quarta. O grupo minimiza e diz que é assim a forma de trabalho e que gerou as conquistas dos últimos anos.
O Brasil estréia no torneio neste domingo, contra o Egito, pelo Grupo B. O treinador brasileiro considerou que o ciclo vitorioso do time masculino de vôlei do Brasil é a principal causa disso.
"Agora, por sermos campeões olímpicos, mundiais e outras coisas, tudo isso torna a pressão muito maior encima de todos.....aqui tivemos menos tempo e a competição é mais dura", completou.
O Brasil, atual campeão olímpico e bi mundial, buscará em Pequim 2008 uma medalha de ouro que coloque os brasileiros no topo da história do vôlei, superando inclusive a famosa equipe da extinta União Soviética dos anos 70 e 80.
De qualquer forma, o treinador brasileiro garantiu que "a equipe está tranqüila, está consciente do que tem que ser feito, embora dizer que não está nervoso ou temoroso de algum revés seria negar a importância desta competição".
"Sentir isso não quer dizer que se deixe de ser uma grande equipe. Saber lidar com isso é o que faz a diferença", concluiu Bernardinho.
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AFP