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Pequim 2008

Segunda, 11 de agosto de 2008, 07h57 Atualizada às 10h48

Primeira medalhista do Brasil é fã de pagode e sertanejo

Ketleyn é amiga pessoa de Érika, cortada por contusão
Ketleyn é amiga pessoa de Érika, cortada por contusão
Marcelo Pereira/Terra

Renato Pazikas
Direto de Pequim

Primeira medalhista do Brasil em Pequim 2008 e a primeira mulher do País a subir no pódio em esporte individual, a judoca Ketleyn Quadros é fã de pagode e sertanejo durante o tempo livre. No seu perfil, a atleta diz que sabe preparar um delicioso arroz, feijão, bife e batatas fritas, seu prato preferido.

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Nascida no dia 1º de outubro de 1987 na cidade satélite de Ceilândia, no Distrito Federal, Ketleyn tem 57 kg e 1,65 m. A atleta iniciou a carreira, ainda como amadora, treinando em um clube na sua cidade. Só decidiu seguir carreira no judô ao aceitar uma proposta de um clube de Belo Horizonte, onde mora desde 2006.

Para conquistar o bronze em Pequim, Ketleyn poderia ter se empenhado simplesmente por ser sua experiência em Jogos Olímpicos. Mas a atleta também é amiga pessoal de Érika Miranda, judoca cortada dias antes da abertura da Olimpíada por contusão.

As duas fazem tudo juntas: judô, musculação, passeiam e dançam pagode e musica sertaneja. A atleta peso leve (até 57 kg) se considera uma "comilona" e garante que sabe cozinhar bem. No cabelo preso, Ketleyn sempre elásticos verdes, amarelos ou vermelhos.

Em Pequim, Ketleyn recebeu um incentivo extra para a busca da conquista da inédita medalha para o judô feminino nos Jogos Olímpicos de Pequim. A mãe e a madrinha da atleta vieram de Brasília só para vê-la lutar.

Para isso foi preciso muito sacrifício. Sem dinheiro para bancar a cara viagem para a China, Rosemary Lima, mãe da judoca, revolveu fazer uma espécie de "vaquinha" para realizar o sonho de ver a filha em uma Olimpíada.

A mãe de Érika Miranda, Ana Lúcia, que é amiga da família de Ketleyn também, deveria fazer parte da torcida também, mas uma lesão tirou a judoca da competição e ela acabou desistindo da viagem.

Curiosamente, se dependesse da família na infância, dificilmente a lutadora chegaria ao pódio. Isso porque a mãe a matriculou na escola de natação. Escondida, Ketleyn ia ver as aulas de judô e acabou estudando a modalidade escondida por algum tempo antes de tomar coragem para confessar a predileção, que acabou indo à tona após o professor informar que a menina vinha faltando às aulas na piscinas.

Para chegar à China, Ketleyn teve que superar um dos principais nomes do esporte, a santista Daniella Zangrando, primeira medalhista do País em Mundiais e campeã do Pan do Rio em 2007. O esperado embate entre ambas, contudo, acabou não se realizando, pois a rival se contundiu antes de uma competição Pré-Olímpica e deu a vaga de presente para a brasiliense.

Antes da medalha, Ketleyn tinha no currículo as conquistas do terceiro lugar no Torneio Judogui Dourado (07), além do título do Torneio Júnior de Boras (06) e os dois vices-campeonatos Pan-Americanos de júniores (2002 e 2005).

Até hoje, os melhores resultados individuais de brasileiras em Olimpíadas haviam sido os quartos lugares de Natália Falavigna, do taekwondo, em Atenas 2004, e Aída dos Santos, no salto em altura, em Tóquio 1964.

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Redação Terra