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Pequim 2008

Segunda, 11 de agosto de 2008, 14h50 Atualizada às 15h09

Mesmo com tropeços, Brasil sonha com vaga

Bassul observa: Brasil ainda acredita em classificação como segundo do grupo
Bassul observa: Brasil ainda acredita em classificação como segundo do grupo
Getty Images

Celso Paiva
Direto de Pequim

Apesar da derrota para a Austrália por 80 a 65 nesta segunda-feira, a segunda nessa Olimpíada de Pequim, o clima na Seleção Brasileira feminina de basquete era de alegria após o duelo contra as atuais campeãs do mundo. Na opinião do técnico Paulo Bassul, o resultado era esperado e a equipe ainda comemorará sua vaga na próxima fase da competição.

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"Eu ouvi muitas coisas após a derrota para a Coréia (do Sul, na estréia), mas vocês (jornalistas) viram o jogo de hoje das coreanas? Elas perderam no último minuto por apenas cinco pontos (para a Rússia, atual vice-mundial)", apontou o comandante da Seleção.

Para Bassul, a briga será equilibrada pelas três vagas restantes (contando a classificação antecipada da Austrália, grande favorita no Grupo A). "A equipe da Coréia não é tão fácil, nosso grupo está muito nivelado. Tirando a Austrália, são cinco equipes brigando pelas três vagas", completou.

De qualquer forma, o Brasil precisará vencer pelo menos dois dos próximos três jogos para seguir sonhando com a vaga. O primeiro compromisso é nesta quarta, diante da Letônia. Bassul mostra otimismo para a equipe finalmente reagir na disputa. "Cada jogo é uma história, mas já está na hora de falar em ganhar, e não perder", definiu.

Entre as jogadoras, apesar da vantagem australiana de 21 pontos no intervalo (ela chegou a ser de 29 durante o primeiro tempo), há que se destacar o crescimento de produção na etapa final. "Voltamos com outra atitude para o segundo tempo. Jogamos de igual para igual com a atual campeã mundial. Nosso objetivo é chegar em segundo ou terceiro dessa chave", destacou a ala Micaela.

Para cumprir o objetivo de chegar em segundo na chave, o Brasil precisa, antes de tudo, vencer a Rússia, atual vice-campeã mundial. Apesar de difícil, o objetivo parece ser plausível. "Ainda dependemos só da gente. Se jogarmos como no segundo tempo, podemos vencer qualquer uma dessas três equipes", concluiu a armadora Adrianinha.

Entretanto, é bom o Brasil dar um tempo nos tropeços. Caso a equipe consiga a classificação apenas em quarto lugar, na última vaga disponível, é candidata seríssima a enfrentar os Estados Unidos, provável líder do outro grupo e candidato à medalha na capital chinesa.

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Redação Terra