Atualizada às 09h53
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| Camilo é o atual campeão mundial e faturou o bronze ao derrotar o holandês Guillaume Elmont |
| Marcelo Pereira/Terra |
Renato PazikasDireto de Pequim
Há praticamente oito anos, mais precisamente no dia 18 de agosto de 2000, Tiago Henrique de Oliveira Camilo perdia a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Sidney em uma tentativa falha de golpear o italiano Giuseppe Maddaloni, que acabou aplicando-lhe um ippon. Apesar da prata, o judoca brasileiro deixou a Austrália com 18 anos e a sensação de dever cumprido. Ou quase.
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Desde então, o sonho da medalha de ouro em uma Olimpíada virou a principal meta da carreira. Objetivo que, quatro anos mais tarde, foi impedido pelo compatriota Flávio Canto, que o eliminou nas provas classificatórias nacionais da categoria até 81 kg para Atenas. No mesmo ano, Tiago Camilo, fã de grandes esportistas como Ayrton Senna, Michael Jordan e Roger Federer, teve que se contentar com o segundo lugar na etapa da Alemanha da Copa do Mundo.
A reação viria em 2007, no Rio de Janeiro, de modo incontestável: apenas com ippons, o judoca paulista conquistou a medalha de ouro pan-americana, ao bater na final o cubano Jorge Benavides. Poucas semanas depois, tornou-se campeão mundial dos meio-médios novamente na cidade carioca.
Aproximava-se, então, uma nova edição da Olimpíada. Ele reencontraria, assim, um velho conhecido de tatame na seletiva. Quem fosse melhor nas etapas européias da Copa do Mundo ficaria com a vaga: Camilo ou Canto. Este não teve bom desempenho em Paris e Viena, ao passo que o primeiro, na Alemanha, ficou com a terceira colocação. Estava selado o passaporte de Tiago Camilo para Pequim.
Então, aos 26 anos, o brasileiro voltou ao pódio olímpico. Dessa vez com uma medalha de bronze, mas não menos importante que há oito anos atrás, com a prata. O triunfo veio contra o holandês Guillaume Elmont.
Além de faturar mais uma medalha em Pequim, a terceira para o País, Camilo entrou para a história de também de uma outra forma. Com mais esse triunfo, o judô supera a vela e se torna o esporte brasileiro com mais medalhas olímpicas: 15 no total.
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Redação Terra