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Pequim 2008

Sexta, 15 de agosto de 2008, 09h19 Atualizada às 09h28

Schlittler admite que lutou "cego" e lamenta resultado

João Gabriel Schlittler lamenta resultado em Pequim
João Gabriel Schlittler lamenta resultado em Pequim
Marcelo Pereira/Terra

Julio Gomes Filho
Direto de Pequim

O judoca brasileiro João Gabriel Schlittler estava quase "cego" quando perdeu a luta para o cubano Oscar Brayson, pelas quartas-de-final do torneio olímpico dos pesados, evento que fechou as competições de judô.

Schlittler, que tem oito graus de miopia, perdeu uma das lentes de contato durante o primeiro combate nesta sexta-feira. "Perdi as lentes e só recuperei agora. Lutei até as quartas-de-final sem lente, mas não atrapalhou muito, não. Em um olho eu tinha lente, então metade eu estava vendo. Foi chatinho, mas não é o que decidiu o resultado da luta, não", comentou o judoca.

Outro judoca da equipe brasileira, Luciano Corrêa, voltou até a Vila Olímpica para recuperar novas lentes de contato para o colega antes da sessão noturna da competição na China.

Schlittler ganhou os dois primeiros combates, antes de perder do cubano. Na repescagem, venceu a primeira e perdeu para o francês Teddy Riner a chance de brigar pelo bronze. Tanto Riner quanto Brayson acabaram com medalhas de bronze. O ouro foi para o japonês Satoshi Ishii.

"A luta com o cubano foi uma situação decisiva, ganharia vaga pra semifinal e enfrentaria um adversário que eu conheço um pouco mais", lamentou. "Dei umas bobeiras que não podia ter dado. Não venho só por estar na competição, venho por um resultado, mas claro que chegar aqui foi muito bom." O brasileiro diz acreditar que, mais experiente, a equipe brasileira de judô terá condições de brigar por medalhas de ouro nos Jogos de Londres. O País não disputou nem mesmo semifinais em nenhuma categoria, ainda que tenha chegado a Pequim com três campeões mundiais na bagagem.

"Os atletas são melhor preparados, talvez excesso de tensão, não tem explicação. Pode comparar com o que for, Olimpíada tem algo que a gente não consegue explicar. No meu caso, não dei o meu máximo. Tinha condições de ir um pouco melhor, mas é Olimpíada, todo mundo veio aqui lutando mais do que o melhor, então faltou um pouco pra ter puxado essa medalha. O que dói é sair da competição sabendo que podia ter feito mais. É treinar e tentar buscar uma nova chance daqui a quatro anos", concluiu.

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Redação Terra