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Pequim 2008

Sexta, 15 de agosto de 2008, 14h19 Atualizada às 00h07

Bassul já pensa na próxima Olimpíada

A péssima campanha da Seleção Brasileira feminina de basquete nos Jogos Olímpicos já faz com que o técnico Paulo Bassul projete a preparação para a Olimpíada de Londres, em 2012. Lamentando o pouco tempo para formar o grupo, o treinador adiantou que realizará um período de treinamentos no final deste ano já pensando no trabalho para daqui a quatro anos.

"Depois do Nacional feminino, que termina em dezembro, vamos levar uma Seleção com atletas de 16 a 26 anos para jogarem na Europa", revelou Bassul, que na madrugada desta última sexta-feira viu o Brasil perder a quarta partida em Pequim, de virada e agora para a Rússia por 74 a 64. "Esse trabalho é fundamental para mantermos a Seleção entre as quatro potências mundiais", completou.

A equipe verde e amarela faz a pior campanha olímpica dos últimos 16 anos no basquete feminino. Sétimo colocado nso Jogos de Barcelona, em 1992, o Brasil voltou de Atlanta 1996 com a prata, de Sydney 2000 com o bronze e de Atenas 2004 com o quarto lugar. Em Pequim, o time não conseguiu uma vitória sequer.

Qual o motivo, então, para o péssimo rendimento da Seleção até agora na China? Para Bassul, o envelhecimento e a aposentadoria das grandes estrelas do grupo nacional.

"Logo depois do Mundial de 2006, três jogadoras experientes se despediram da Seleção: Helen, Alessandra e Cíntia. Depois do Pan foi a vez da Janeth", lembrou Bassul, que substituiu Carlos Barbosa. "O time de agora começou a ser montado em agosto do ano passado, com a minha entrada no comando. Em menos de um ano nenhuma equipe consegue se formar. Estamos pagando por isso agora", argumentou.

O treinador brasileiro, no entanto, garante que é possível reverter o panorama. "Esse é um grupo muito bom, talentoso e que sabe do seu potencial. Só que precisa de mais um tempo para atingir seu padrão internacional", garantiu, embora reconheça que o aspecto físico também preocupa.

"As pessoas reclamam quando tiro uma jogadora de quadra, mas elas não suportam o jogo inteiro. Algumas vêm para mim no banco e dizem que estão mortas. Se eu não mexo a equipe cai pelo desgaste; se mexo, cai por falta de referência em quadra", concluiu.

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