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Pequim 2008

Domingo, 17 de agosto de 2008, 07h14 Atualizada às 09h09

Hypólito erra no fim, fica sem medalha e chora em Pequim

Hypólito lamenta queda no último movimento
Hypólito lamenta queda no último movimento
Marcelo Pereira/Terra

Julio Gomes Filho
Direto de Pequim

O retrospecto não fez diferença. Após quatro anos dominando o solo na ginástica artística mundial, Diego Hypólito cometeu o maior erro da sua vida justamente na competição mais importante. O sonho olímpico terminou no último movimento da apresentação do brasileiro em Pequim. Ele sofreu uma queda, acabou sem medalha - na sexta colocação - e chorou muito.

Campeão mundial em 2005 e 2007 e vice em 2006, Diego viu seu maior rival, o romeno Marian Dragulescu, cair na primeira apresentação da noite. Tranqüilo ao subir no aparelho, o brasileiro resolveu não arriscar e não fazer o movimento mais difícil, o salto "Hypólito". Mesmo assim errou. Com o tombo, ficou com a nota 15,200.

"Não acredito. Não acredito. Não é justo", falava sozinho o brasileiro após a queda. Inconsolável e cabisbaixo, acompanhou o final das apresentações sem esconder sua dor. Na hora de deixar o local de competição, se mostrou completamente desorientado. Enquanto os ginastas cumpriam o protocolo e caminhavam em fila, Diego Hypólito ficou de fora. Andou sozinho. Parecia ainda não entender tudo que havia acontecido.

Antes de passar pela área de entrevistas, o atleta fez uma pausa. Relutou subir as escadas e enfrentar as câmeras e os microfones. Logo um funcionário da organização apontou o caminho a seguir e Diego começou a subir os degraus. No caminho, foi interceptado pela presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Lucélia Maria Pissaia. Os dois se abraçaram e explodiram ainda mais em lágrimas.

Na hora de falar com os jornalistas, caminhou rápido. Disse poucas palavras. Pediu desculpas aos brasileiros pelo seu erro.

Além de Diego, toda a comitiva brasileira caiu no choro na arquibancada. A irmã, Danielle Hypólito, com um terço nas mãos, estava inconsolável e só se acalmou nos momentos finais da prova. A presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Vicélia Florenzano, também chorou muito.

Além da irmã, Diego recebeu também o apoio de outros atletas brasileiros. Maurren Maggi, que defenderá o Brasil no salto em distância, e as meninas da ginástica rítmica marcaram presença no Estádio Nacional Indoor na capital chinesa.

O ouro ficou com o chinês Kai Zou que, em uma apresentação exemplar cravou a nota 16,050. Outro favorito ao lado de Dragulescu e Diego, o espanhol Gervasio Deffer ficou com a prata, com 15,775, seguido do russo Anton Golotsutskov, com 15,725.

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Redação Terra