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Segunda, 18 de agosto de 2008, 11h14 Atualizada às 13h15

Após ouro, panamenho dedica "50% da medalha ao Brasil"

Saladino comemora vitória: primeiro ouro na história do Panamá
Saladino comemora vitória: primeiro ouro na história do Panamá
AP

Julio Gomes Filho
Direto de Pequim

O panamenho Irving Saladino conquistou nesta segunda-feira a medalha de ouro na prova de salto em distância com a marca de 8,34 metros. É o primeiro ouro da história do país e ele vem justamente com um atleta que mora e treina no Brasil há quatro anos.

O técnico de Saladino é Nélio Moura, o mesmo da equipe de saltos do Brasil, e o panamenho passou dez dias em Macau fazendo aclimatação junto com a equipe brasileira.

"Essa medalha é 50% para o Brasil, 50% para o Panamá", disse Saladino ao Terra. "O Nélio é meu segundo pai, já falei isso pra ele. Ele me trata como a um filho e estou muito agradecido ao Nélio. Agora vamos torcer pela Maurren (Maggi), amanhã ela passa da eliminatória e no dia da final ela vai conseguir também", completou.

Entrevistado pelo Terra no período de treinos em Macau, Saladino havia dito que iria "quebrar tudo" e que lhe haviam comunicado que seria feriado no Panamá caso conquistasse uma medalha. Nesta segunda, ele aproveitou para reforçar o pedido.

"Espero que o presidente do Panamá dê feriado para comemorar a medalha de ouro com todo o povo panamenho", disse, com voz baixa e cara de assustado. "É que estou nervoso, não sei o que eu fiz. Tenho a medalha de ouro. Estou muito nervoso, mas muito contente ao mesmo tempo", destacou.

Para se ter uma idéia do tamanho do feito do atleta, o Panamá só havia conquistado duas medalhas na história dos Jogos. Bronzes de Lloyd LaBeach nos 100 m e 200 m, na Olimpíada de Londres 1948. Assim que apareceu na área de entrevistas, Saladino foi abordado por repórteres panamenhos, quase todos com câmeras de TVs em mãos e telefones celulares, falando ao vivo para o país. No meio de tanta comoção, foram feitas poucas perguntas. Os principais pedidos eram por "abraços" ao Panamá e "saludos" a Colón, sua cidade natal.

"A medalha é de vocês, vocês que ganharam", falou Saladino. "No último salto doeu um pouco o joelho, espero que não seja nada mais grave. Mas não sei se vou competir nas próximas semanas, tenho que falar com meu técnico. Talvez eu dê uma passada pelo Panamá para celebrar", comentou, para delírio dos repórteres conterrâneos.

A medalha de prata no salto em distância ficou para o sul-africano Khotso Mokoena, enquanto o bronze foi para o cubano Ibrahim Camejo. O ouro de Saladino não foi nenhuma surpresa, já que ele é o atual campeão mundial e segue sendo o detentor da melhor marca do ano.

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Redação Terra