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Pequim 2008

Terça, 19 de agosto de 2008, 11h50 Atualizada às 15h48

Fora da final, Brasil vê nova decepção em Jogos

Diego lamenta fim do sonho olímpico em Pequim
Diego lamenta fim do sonho olímpico em Pequim
AP


Direto de Pequim

Único título de relevância que falta à Seleção Brasileira, a medalha de ouro olímpica ficará mais quatro anos longe do País. Com a derrota por 3 a 0 para a Argentina nesta terça-feira, pelas semifinais dos Jogos de Pequim, a equipe mantém a série de decepções em Jogos Olímpicos.

Por uma restrição da Fifa, a Olimpíada não podia contar com atletas profissionalizados. Diante desse cenário, o Brasil jamais empolgara no futebol olímpico. A situação só foi mudar em 1984, nos Jogos de Los Angeles.

Sob o comando de Jair Picerni, que levou uma base formada pelo Internacional, a equipe caiu na final para a França por 2 a 0, resultado que, pelo menos, assegurou a primeira medalha ao País na modalidade.

O ouro começava a se tornar uma obsessão. E em Seul 1988, pela primeira vez se fez um planejamento disposto a ganhar os Jogos. Carlos Alberto Silva foi o responsável por montar uma equipe forte, que contava com muitos atletas que viriam a conquistar o título mundial em 1994, como Taffarel, Romário, Bebeto e Jorginho.

A equipe permaneceu invicta ao longo da competição, mas não resistiu à União Soviética na decisão. Derrota por 2 a 1 e pela primeira vez o Brasil chorava a perda de do ouro dentro dos gramados.

Acreditava-se que a geração de juniores de 1991 poderia surpreender em Barcelona 1992, mas sob o comando de Ernesto Paulo, a Seleção que tinha Cafu, Roberto Carlos, Dener e Élber acumulou derrotas até para a Venezuela e acabou eliminada ainda no Pré-Olímpico.

A separação entre Brasil, então tetracampeão mundial, com os Jogos parecia definitiva, mas uma mudança no regulamento beneficiou o País. A Fifa autorizou o torneio olímpico a virar uma categoria Sub-23. E mais, com direito à convocação de três veteranos. Os Jogos de Atlanta 1996 prometiam entrar para a história.

E, de fato, entraram. Mas pelo lado negativo. Em uma trágica semifinal diante da Nigéria, a Seleção de Zagallo, com Ronaldo, abriu 3 a 1 no placar. Mas foi pouco. A equipe levou o empate no tempo regulamentar e, na prorrogação com morte súbita, Kanu marcou e encerrou mais um sonho olímpico.

Morte súbita contra africanos voltaria a atormentar ainda mais os brasileiros. Em Sydney 2000, Vanderlei Luxemburgo imitou Zagallo, topou comandar a equipe nos Jogos, abriu mão dos veteranos e acabou eliminado por Camarões.

Em um dos dias mais trágicos do futebol nacional, o Brasil ficou no empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, viu os africanos terem dois jogadores expulsos e, mesmo assim, sofreu um gol no tempo extra que selou o retorno do País ainda nas quartas-de-final.

A expectativa era grande para Pequim, visto que o País buscava curar a ressaca de outra eliminação ainda no Pré-Olímpico em 2004, quando Ricardo Gomes não obteve a vaga para Atenas.

O tropeço diante da Argentina nesta terça é candidato a superar os demais, pelo fato de a equipe de Dunga não ter sofrido nenhum gol anteriormente e estar vindo de uma sequência invicta contra o maior rival.

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Redação Terra