Atualizada às 04h31
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| Poliana chegou a nadar na3ª posição, mas terminou na 7ª |
| Reuters |
Celso Paiva
Direto de Pequim
Mesmo feliz com a sétima posição alcançada na prova da maratona aquática nesta quarta-feira, em Pequim, a nadadora Poliana Okimoto não aguentou e foi às lágrimas na raia de Shunyi. A atleta, primeira medalhista do Brasil nos Jogos Pan-Americanos do Rio no ano passado, desabafou por tudo que tem passado para seguir na sua carreira.
"Minha vida é a natação. Abdiquei de família, de férias, de folgas para permanecer no esporte", afirmou Poliana, que quase abandonou a modalidade há cinco anos e foi convencida pelo seu técnico e atualmente marido, Ricardo Cintra.
Após a medalha de prata no Pan do Rio, Poliana, que é vinculada ao Clube Pinheiros, chegou a ficar sem piscina para treinar. A Unimonte, universidade em Santos onde ela treinava, transformou a piscina em um estacionamento de veículos. Depois de um mês, a nadadora conseguiu o apoio do Sest (Serviço Social do Transporte), em São Vicente.
"A gente ficou treinando nove meses lá em uma piscina gelada, porque não tinha aquecedor. Só agora, há pouco tempo, que a gente conseguiu arranjar doze aquecedores e a piscina tem água quente", afirmou Ricardo Cintra.
Apesar do choro e do desabafo, Poliana não lamenta a posição alcançada nesta quarta. "Estou feliz com o resultado, sei que dei tudo de mim ali hoje. Com certeza este é o meu melhor momento na carreira", disse a nadadora, que ainda sonha com um novo ciclo olímpico. "Ainda é cedo para falar, mas acredito que posso estar em Londres 2012".
A prova desta quarta-feira foi vencida pela russa Larisa Ilchenko. A medalha de prata ficou com a britânica Keri-Ann Payne e o terceiro lugar ficou com a também britânica Cassandra Patten. Ana Marcela Cunha, outra brasileira na prova, terminou na quinta colocação.
Redação Terra