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Pequim 2008

Quarta, 20 de agosto de 2008, 06h30 Atualizada às 09h17

Em 16º na natação, amputada diz que realizou um sonho

Sul-africana Natalie du Toit se prepara para o início da maratona aquática em Pequim
Sul-africana Natalie du Toit se prepara para o início da maratona aquática em Pequim
Reuters

A maratona áquática fez sua estréia em Olimpíadas nesta quarta-feira chamando a atenção. Além das três atletas que ganharam as primeiras medalhas da modalidade, a sul-africana Natalie du Toit, deficiente física, terminou em 16º entre as 25 competidoras e disse que conseguiu realizar um sonho.

"Para mim, nadar, vir a uma Olimpíada, é um sonho que se torna realidade", disse Du Toit, que por pouco não conseguiu ir à Olimpíada de Sydney 2000, quando tinha apenas 16 anos.

Du Toit teve de amputar a perna esquerda abaixo do joelho depois de um acidente de moto em 2001, mas sete anos depois, aos 24 anos, classificou-se para a Olimpíada de Pequim ao chegar em quarto no Mundial da modalidade, em maio, na Espanha.

Mesmo não tendo ido tão bem quanto esperava, no geral, ela sabia que tinha conseguido fazer o que queria, ganhando sua vaga para Pequim por mérito.

"Quero participar das competições normais. Você tem de trabalhar duro para isso. Mas não quero nada de graça. Para mim era importante me classificar por mérito".

"Estou um pouco desapontada. Não fiz uma boa prova. Chegar em 16º não é tão mal, mas eu queria chegar entre as cinco".

Nadar foi como uma libertação para Du Toit depois do acidente. "Comecei a nadar aos 6 anos. É algo que adoro. Agora tiro minha perna e me sinto completamente livre na água".

"Você não tem de ser campeão, não tem de ser o melhor, se você alcançar seu sonho. É a realização que importa".

A russa Larisa Ilchenko foi a campeã da prova, na frente das britânicas Keri-Anne Payne e Cassie Patten. Du Toit, 16ª, chegou mais de um minuto atrás.

"Seria interessante darem a ela uma medalha de ouro pelo esforço. É preciso muita força de vontade para competir nesta prova", disse a russa Ilchenko. "Quero cumprimentá-la por ser tão forte e tão brava."

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