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Pequim 2008

Quarta, 20 de agosto de 2008, 11h23 Atualizada às 13h27

Bolt quebra recorde dos 200 m e iguala feito de Lewis

Imbatível, Bolt voltou a brilhar nos 200 m
Imbatível, Bolt voltou a brilhar nos 200 m
AFP

Celso Paiva
Direto de Pequim

Desde que Carl Lewis subiu ao pódio dos 200 metros rasos nos Jogos de Los Angeles 1984, nenhum atleta havia vencido as duas provas mais rápidas do atletismo. Entretanto, o maior fenômeno das pistas dos tempos atuais, recordista mundial dos 100 m, quebrou mais um tabu. Exatos 24 anos depois, o jamaicano Usain Bolt igualou o feito do norte-americano ao conquistar os 200 m da Olimpíada de Pequim, nesta quarta-feira, com um tempo de 19s30.

Após chocar o mundo e quebrar a melhor marca mundial dos 100 m com 9s69, exatos 0s20 de vantagem sobre o medalha de prata da prova, Bolt voltou a quebrar o recorde mundial, que pertencia a Michael Johnson e seu tempo de 19s32, obtido nos Jogos de Atlanta 1996.

Em mais uma prova memorável, o velocista voltou a abrir vantagem sobre rivais, que sequer ameaçaram alcançá-lo. O jamaicano abriu 0s52 sobre o segundo colocado da prova, o corredor das Antilhas Holandeses, Churandy Martina.

O atleta poderia terminar com a medalha de prata e a melhor marca da história de um corredor de seu país, mas acabou punido pela organização.

O furor por mais uma exibição de gala do jamaicano tirou as atenções para a desclassificação do norte-americano Wallace Spearmon, que após terminar em terceiro, foi acusado pelos árbitros de invadir a raia alheia.

Com isso, a terceira colocação foi parar nas mãos de outro norte-americano, Shaw Crawford, com o tempo de 19s96. Mas o pódio estava longe de ser fechado.

Membros do comitê de atletismo norte-americano não aceitaram a decisão dos árbitros e alegam que o atleta das Antilhas Holandesas também invadiram a raia alheia. Após reverem o vídeo da prova, os dirigentes dos EUA decidiram entrar com um protesto formal.

Após um imbróglio, a arbitragem aceitou a denúncia e resolveu dar a prata para Crawford. Em seu lugar, com o bronze, ficou o também norte-americano Walter Dix, originalmente o quinto colocado, com 19s98.

O resultado alterado deixa os EUA com mais um atleta no pódio e ameniza um pouco o domínio jamaicano nas pistas do Ninho de Pássaro.

Alheio aos problemas, Bolt entra para a lista dos maiores atletas olímpicos. A meta agora será o revezamento 4x100 m com o time jamaicano, competição vencida três vezes por Lewis - em 1984, Seul 1988 e Barcelona 1992.

Nas eliminatórias para a grande final, Bolt voltou a brincar diante da superioridade em relações aos seus rivais. Com grande vantagem, sempre terminava as baterias quase que andando, rindo, apontando suas marcas para torcida e imprensa.

Com mais um tênis de ouro nas mãos pela quebra dos recordes, o jamaicano foi escolhido pelo público o nome do Ninho de Pássaro. Aplaudido de pé, ainda ouviu os torcedores se levantarem e cantarem parabéns, já que completa 22 anos nesta quinta-feira.

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Redação Terra