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Quinta, 21 de agosto de 2008, 06h24 Atualizada às 06h40

Novo embaixador, Pelé já se mostra "cabo eleitoral"

Pelé já começou a trabalhar pelos Jogos de 2016
Pelé já começou a trabalhar pelos Jogos de 2016
Reuters

Celso Paiva
Direto de Pequim

Pelé foi apresentado como embaixador da candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos de 2016 nesta quinta-feira, em Pequim. Durante a entrevista, ao responder a pergunta de um jornalista mexicano, ele já começou a atuar como cabo eleitoral.

"Peça para o Comitê Olímpico Mexicano apoiar o Brasil", afirmou o ex-jogador, que já pensa na estratégia geopolítica necessária para conseguir vencer concorrentes como Tóquio, Madri e Chicago e trazer os Jogos para o Rio de Janeiro.

Em 2014, dois anos antes dos Jogos, o Brasil receberá a Copa do Mundo. O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, também presente ao evento, lembrou que a situação de sediar os Jogos logo após o Mundial não seria inédita.

"Isso já aconteceu outras vezes e foi positivo", declarou o dirigente. Em 1968, a Cidade do México recebeu os Jogos. Dois anos depois, o país sediou a Copa. O mesmo aconteceu com a Alemanha, que recebeu a Olimpíada de 1972 e o Mundial de 1974. Os dois casos foram citados por Nuzman.

Para Pelé, a performance da Seleção Brasileira na Copa de 2014 não influirá nos Jogos Olímpicos dois anos depois. "Acho que o resultado no Mundial não vai ter muito a ver com candidatura do Rio. O importante é fazer uma Copa boa e bem administrada", afirmou.

Na visão do ex-jogador, o País tem condições de realizar os Jogos Olímpicos com sucesso. "O Brasil está preparado. Além de sermos um País esportivo, estamos cada vez mais fortes economicamente", declarou o embaixador dos Jogos.

Ao comentar seu novo cargo, Pelé lembrou a campanha bem sucedida que trouxe o Mundial de 2014 para o Brasil. "Apoiamos a Copa na África do Sul e depois conseguimos ganhar a candidatura. Acho que posso ajudar com essa minha experiência", declarou.

O ex-jogador ainda lembrou a emoção que sentiu ao carregar a tocha pan-americana no Rio de Janeiro, em 2004. "Muitos me perguntam por que eu chorei no dia da tocha. É difícil explicar. Foi emocionante, parecia que eu tinha feito um gol", recordou.

Apesar de demonstrar boa vontade para colaborar, Pelé pede ajuda para conciliar sua agenda pessoal com as funções de embaixador. "É evidente que todos sabem que tenho alguns compromissos comerciais. Se puderem fazer os eventos na mesma época, será muito bom", declarou.

Em sua época de jogador, Pelé jamais disputou a Olimpíada, já que não era permitida a presença de atletas profissionais. No Rio de Janeiro, ele espera acabar com essa frustração. "Se o Rio de Janeiro for eleito, tenho pelo menos a chance de ganhar essa outra medalha", afirmou.

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Redação Terra