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Pequim 2008

Quinta, 21 de agosto de 2008, 11h09 Atualizada às 12h00

Jadel decepciona e fica sem medalha

Jadel se prepara para saltar: longe dos líderes
Jadel se prepara para saltar: longe dos líderes
Marcelo Pereira/Terra

Renato Pazikas
Direto de Pequim

Acabou o sonho de Jadel Gregório de buscar uma medalha olímpica. Na manhã desta quinta-feira (horário de Brasília), o atleta fez marcas baixas nas seis oportunidades que teve na final do salto triplo dos Jogos de Pequim, no Ninho de Pássaro.

A melhor marca do brasileiro foi de 17,20 metros, atingida no primeiro salto e insuficiente para deixá-lo sequer entre os cinco primeiros da prova. Foi o sexto.

O resultado frustrou o triplista. Ao ser anunciado no telão, Jadel esbanjava alegria, ria e acenava para a torcida. Definidos os resultados, saiu de cabeça baixa, passou pela imprensa e disse não ter cabeça para falar.

Só voltou cerca de dez minutos, muito abatido. "Não sou uma máquina. Hoje o Jadel e muitos outros erraram. Não tenho o que explicar", justificou.

A medalha de ouro da disputa ficou com o português Nelson Evora, que atingiu a sua melhor marca na temporada com 17,67 m.

Completou o pódio da disputa o britânico Phillips Idowu, um dos favoritos, com a marca de 17,62 m. O atleta da Bahamas, Leevan Sands, foi o terceiro com 17,59 m e levou o bronze.

Jadel tinha a melhor marca pessoal entre todos os concorrentes à medalha com os 17,90 m que alcançou na etapa de Belém do Grande Prêmio do Brasil. Entretanto, além dos resultados tímidos em competições internacionais, o brasileiro ainda acumulou problemas durante a preparação para Pequim.

Dias antes de sua estréia, na sexta-feira, o triplista viu o técnico Pedro Henrique de Camargo Toledo deixar Pequim, alegando impossibilidade de continuar a trabalhar com o atleta.

Toledo não é exatamente o treinador de Jadel, que faz sua preparação com o britânico Peter Stanley, mas estava na China para fornecer suporte ao paranaense já que seu verdadeiro treinador estava com a delegação da Grã-Bretanha.

Como o acerto não funcionou, Toledo voltou para São Paulo, e Jadel assumiu a responsabilidade e competir sem um olhar externo para o orientar. No atletismo, os técnicos não ficam ao lado dos atletas na pista ou no campo, mas das arquibancadas podem gritar orientações durante as disputas.

A derrota do atleta mantém o jejum de medalhas do Brasil em um esporte onde o País já foi potência. A última conquista aconteceu nos Jogos de Moscou 1980, com o bronze de João do Pulo.

Antes, o País já acumulara um bi olímpico, em Helsinque 1952 e Melbourne 1956, com Adhemar Ferreira da Silva, e uma prata de Nelson Prudêncio na Cidade do México 1968. Prudêncio e João do Pulo também conquistaram bronze em Munique 1972 e Montreal 1976, respectivamente.

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Redação Terra