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Pequim 2008

Domingo, 24 de agosto de 2008, 08h55 Atualizada às 12h07

Brasil espanta trauma de Atenas com ouro inédito

Brasil supera fracasso de Atenas com ouro em Pequim
Brasil supera fracasso de Atenas com ouro em Pequim
AP

Depois da marcante derrota para a Rússia, na semifinal da Olimpíada de Atenas 2004, poucos apostavam na recuperação da Seleção Brasileira feminina de vôlei, quarta colocada naqueles Jogos. O time comandado pelo técnico José Roberto Guimarães, porém, deu a volta por cima, ganhou o Grand Prix deste ano, chegou a Pequim como favorito e fez jus ao rótulo, vencendo todos os confrontos e conquistando sua primeira medalha de ouro olímpica.

Campeão com os homens em Barcelona 1992, Zé Roberto teve de reerguer o grupo verde e amarelo depois da fatídica derrota em Atenas, quando o time vencia o quarto set por 24 a 19, mas não conseguiu pontuar e acabou caindo no tie-break. Na disputa pelo bronze, outra derrota, desta vez para a arqui-rival Cuba.

As caribenhas, aliás, protagonizaram outro tropeço da Seleção feminina, o que colocou mais ainda em xeque a confiança dos torcedores no grupo verde e amarelo. Em um Maracanãzinho lotado, na decisão da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, o Brasil teve a chance de fechar o jogo no tie-break, quando vencia por 14 a 12, mas sucumbiu novamente.

Se esperava uma "limpeza" no grupo, mas Zé Roberto manteve sua aposta em Mari, Paula Pequeno, Walewska, Fofão, Fabi e Sheilla, dentre outras. Pega em um exame antidoping e cortada do Pan do Rio, Jaqueline também se manteve na equipe, mesmo que no banco de reservas.

Com essa equipe, o Brasil conquistou o Grand Prix de 2008 com sobras e chegou a Pequim como favorito. Na primeira fase, vitórias sobre Argélia, Rússia (antiga algoz da equipe), Sérvia, Cazaquistão e Itália, todas por 3 sets a 0, classificaram o time para a fase final.

Diante do Japão, uma nova vitória por 3 a 0 credenciou o Brasil a enfrentar a China, campeã olímpica em Atenas e anfitriã dos Jogos deste ano. Mesmo com a pressão da torcida local, a equipe de Zé Roberto mostrou fibra, agüentou a pressão e avançou à decisão sem perder um set sequer.

Contra os Estados Unidos, que surpreenderam Cuba na semifinal, uma nova vitória, desta vez por 3 sets a 1, selou o ouro olímpico ao grupo, criticado pelos recentes insucessos.

Além de comemorar o lugar mais alto do pódio, a Seleção também celebrou o fim do rótulo de "amarelona", e agora tem a esperança de obter mais títulos em um futuro próximo.

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Redação Terra