Atualizada às 12h07
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| Brasil supera fracasso de Atenas com ouro em Pequim |
| AP |
Depois da marcante derrota para a Rússia, na semifinal da Olimpíada de Atenas 2004, poucos apostavam na recuperação da Seleção Brasileira feminina de vôlei, quarta colocada naqueles Jogos. O time comandado pelo técnico José Roberto Guimarães, porém, deu a volta por cima, ganhou o Grand Prix deste ano, chegou a Pequim como favorito e fez jus ao rótulo, vencendo todos os confrontos e conquistando sua primeira medalha de ouro olímpica.
Campeão com os homens em Barcelona 1992, Zé Roberto teve de reerguer o grupo verde e amarelo depois da fatídica derrota em Atenas, quando o time vencia o quarto set por 24 a 19, mas não conseguiu pontuar e acabou caindo no tie-break. Na disputa pelo bronze, outra derrota, desta vez para a arqui-rival Cuba.
As caribenhas, aliás, protagonizaram outro tropeço da Seleção feminina, o que colocou mais ainda em xeque a confiança dos torcedores no grupo verde e amarelo. Em um Maracanãzinho lotado, na decisão da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, o Brasil teve a chance de fechar o jogo no tie-break, quando vencia por 14 a 12, mas sucumbiu novamente.
Se esperava uma "limpeza" no grupo, mas Zé Roberto manteve sua aposta em Mari, Paula Pequeno, Walewska, Fofão, Fabi e Sheilla, dentre outras. Pega em um exame antidoping e cortada do Pan do Rio, Jaqueline também se manteve na equipe, mesmo que no banco de reservas.
Com essa equipe, o Brasil conquistou o Grand Prix de 2008 com sobras e chegou a Pequim como favorito. Na primeira fase, vitórias sobre Argélia, Rússia (antiga algoz da equipe), Sérvia, Cazaquistão e Itália, todas por 3 sets a 0, classificaram o time para a fase final.
Diante do Japão, uma nova vitória por 3 a 0 credenciou o Brasil a enfrentar a China, campeã olímpica em Atenas e anfitriã dos Jogos deste ano. Mesmo com a pressão da torcida local, a equipe de Zé Roberto mostrou fibra, agüentou a pressão e avançou à decisão sem perder um set sequer.
Contra os Estados Unidos, que surpreenderam Cuba na semifinal, uma nova vitória, desta vez por 3 sets a 1, selou o ouro olímpico ao grupo, criticado pelos recentes insucessos.
Além de comemorar o lugar mais alto do pódio, a Seleção também celebrou o fim do rótulo de "amarelona", e agora tem a esperança de obter mais títulos em um futuro próximo.
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Redação Terra