Atualizada às 00h45
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| Restando apenas um dia de competições, Vila Olímpica de Pequim está silenciosa e praticamente vazia |
| Celso Paiva/Terra |
Celso Paiva
Direto de Pequim
A dois dias do fim dos Jogos Olímpicos de Pequim, a Vila Olímpica está às moscas. Diferente do que foi visto durante todo o mês de agosto, com atletas brincando uns com os outros e pessoas de várias nacionalidades andando de lá para cá e daqui para lá, o local está esvaziado e praticamente em silêncio.
As ruas que levam para os edifícios onde os atletas e treinadores estão hospedados estão praticamente desertas, contrastando com o que se via há uma semana, quando bicicletas, pequenas motos e patinetes lotavam as cercanias das moradias dos esportistas na capital chinesa.
A zona internacional também não é mais a mesma. O tráfego de atletas que passeavam para ir ao salão de beleza, para o Internet Café ou para fazer compras no mercado diminuiu consideravelmente.
Ao invés de passeios, o que se via na tarde deste sábado eram atletas norte-americanos, neozelandeses, gregos, entre outros, saindo de malas prontas para voltar para casa. O único espaço que ainda segue com uma movimentação constante é a loja de produtos oficiais, onde os atrasados vão fazer as últimas compras.
"Isso aqui mudou muito. Há uns três dias, a agitação era intensa. Hoje é um silêncio absoluto, bem mais tranqüilo, virou um lugar sereno", disse a saltadora Maurren Maggi, medalhista de ouro, que aproveitou a calmaria para dar uma volta e tirar fotos pelo local.
O mesa-tenista Gustavo Tsubói disse que o lugar que ainda apresenta uma movimentação intensa dentro da Vila Olímpica é o refeitório. "No horário de pico, você encontra muita gente ainda sentada nas mesas".
Tsubói, no entanto, admite que o clima é mesmo de fim de festa. "Como vai esvaziando, o clima é meio de já acabou. As pessoas vão se ligando que está no fim", disse o mesa-tenista, que será mais um a deixar a Vila Olímpica neste domingo e nem participará da cerimônia de encerramento.
"Até gostaria de ficar mais tempo, mas quanto mais tempo eu permaneço aqui, menos eu vejo minha família no Brasil. Eu moro na França e vou passar poucos dias com eles, então tenho que aproveitar enquanto eu posso".
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Redação Terra