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Pequim 2008

Sábado, 23 de agosto de 2008, 18h24 Atualizada às 18h24

Palavra que mais me falam é "superação", diz Maurren

Maurren Maggi conquistou ouro no salto em distância
Maurren Maggi conquistou ouro no salto em distância
Alaor Filho/COB/Divulgação

Celso Paiva
Direto de Pequim

Com um ar sereno, a brasileira Maurren Maggi circulou neste sábado pela Vila Olímpica com o sentimento de dever cumprido. Carregando a medalha de ouro, conquistada ontem no Estádio Nacional, a saltadora disse que foi recebida como uma espécie de heroína do País ao chegar no local após a vitória na final do salto em distância.

Maurren deu a volta por cima com o ouro, já que a ausência em Atenas 2004 foi uma das distâncias mais difíceis de serem superadas por ela. Com doping positivo constatado em 2003, às vésperas dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, a brasileira acabou suspensa por dois anos e cogitou a possibilidade de encerrar a carreira.

"Todos os brasileiros, médicos, alguns atletas, aí dentro da Vila vieram me pedir para tirar foto com a medalha. Disseram que choraram muito comigo e que eu era muito guerreira. A palavra superação foi sempre repetida para mim pelas pessoas ontem", comentou.

Maurren disse que não esquecerá tão cedo o último salto da russa Tatyana Lebedeva, sua principal rival na luta pela medalha de ouro, que concretizou o seu título em Pequim.

"No momento que eu vi aquele 7,03 m no telão foi um êxtase. Não conseguia me conter. Achei que ela tinha feito um salto maior que o meu, mas estava pronta para saltar se isso acontecesse. Fiquei só ali atrás, olhando. Quando vi a marca, corri e pulei de felicidade", lembrou.

A saltadora, primeira brasileira a conquistar uma medalha de ouro em esportes individuais, disse que ainda não acredita no seu feito. "Acho que nunca vai cair a ficha", disse Maurren. "Foi um cenário perfeito demais para ser verdade", acrescentou.

Para coroar o grande momento que viveu na China, a atleta será responsável por carregar a bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento, neste domingo.

"Vai ser uma honra muito grande. Não sei nem como vou ficar", afirmou a saltadora, que já sonha em ser a porta-bandeira em 2012. "Tomara, tomara que aconteça. Quem sabe", encerrou.

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Redação Terra