Atualizada às 18h27
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| Franck Caldeira foi medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro em 2007 |
| Celso Paiva/Terra |
Direto de Pequim
O torcedor brasileiro bem se lembra do último dia de competições dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Em uma maratona que se tornou histórica, Vanderlei Cordeiro de Lima liderava a prova, até que um ex-padre irlandês invadiu o percurso e o segurou, atrapalhando seu desempenho. Mesmo assim, o brasileiro completou o percurso e terminou com o terceiro posto do pódio e a medalha de bronze.
Em Pequim, Vanderlei Cordeiro não participará da prova por ter desistido em maio de tentar a vaga olímpica, uma vez que não havia se recuperado de uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda. Assim, a delegação brasileira será representada neste sábado, a partir de 20h45 (de Brasília), por Marilson dos Santos, Franck Caldeira e José de Souza.
Recaem especialmente sobre os dois primeiros as esperanças de pódio para o País. Enquanto Marilson tornou-se o primeiro sul-americano a conquistar a Maratona de Nova Iorque, em 2006, Caldeira é o atual campeão pan-americano da modalidade. Ambos, no entanto, têm tempos inferiores aos melhores desempenhos deste ano.
Também por isso, Caldeira acredita que uma surpresa brasileira no pódio seria a realização de um milagre. Ainda assim, aos 25 anos, o maratonista mineiro acredita que é capaz de brigar por uma medalha na capital chinesa.
"Eu falo que é quase um milagre se eu aparecer e será surpresa para os outros. Não para mim. Porque eu quero fazer esse milagre acontecer e sei que sou capaz", disse Caldeira.
Marilson, por sua vez, que há quatro anos não obteve índice olímpico, apontou os africanos como principais concorrentes na disputa, logo após ter garantido a vaga para a Olimpíada de Pequim. O Quênia, tradicional no atletismo, é um dos favoritos apesar de nunca ter vencido a maratona olímpica.
"Não dá para apontar só um país, é o continente africano inteiro. Apesar de a Olimpíada ser até um pouco mais fácil que outras maratonas, pois há um limite de representantes por nação, todos os que estão lá superaram os rivais. O simples fato de eles serem africanos já significa que são atletas de excelente nível", afirmou Marilson, 31 anos.
A maratona, como de costume, abrirá o 16º e derradeiro dia de disputas da Olimpíada. O domingo (local) ainda terá reservado as finais masculinas de basquete, boxe, handebol, vôlei e pólo aquático, além da decisão da ginástica rítmica.
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Redação Terra