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Sábado, 23 de agosto de 2008, 18h42 Atualizada às 23h14

Velejadoras esperam difusão do esporte

Com o bronze, Fernanda Oliveira e Isabel Swan vibram com a 1ª medalha da vela feminina do Brasil
Com o bronze, Fernanda Oliveira e Isabel Swan vibram com a 1ª medalha da vela feminina do Brasil
Wander Roberto/COB/Divulgação

Após o primeiro sucesso feminino em um esporte que no Brasil só havia premiado os homens, a vela, Fernanda Oliveira e Isabel Swan, que trouxeram a medalha de bronze na classe 470, nos Jogos Olímpicos de Pequim, admitiram, no desembarque em São Paulo neste sábado, esperar que este resultado possa ajudar a difundir a modalidade entre as mulheres.

"Eu e a Bel fomos muito felizes e espero, sinceramente, que isso motive outras meninas", disse Fernanda. "A vela já tinha uma história de tradição nos esportes olímpicos, como a maior vencedora dentre todas as modalidades, por causa das medalhas dos homens. Agora mostramos que as mulheres também podem", acrescentou.

Para Isabel, o resultado é fruto de um esforço calculado, que pode mudar a cara da vela no Brasil. "Mudou a sensação de que é impossível. Conseguimos quebrar esse tabu. Planejamos uma campanha, investimos e conseguimos colocar em prática tudo aquilo que tínhamos pensado. Ainda fechamos com chave de ouro, ganhando a Regata da Medalha", afirmou.

A velejadora ainda lembrou das dificuldades pelas quais passou no caminho para o recente triunfo. "Não é nada fácil ser atleta olímpica, não é para qualquer uma", desabafou Isabel. "Mas chegar a uma medalha é muito bom, compensa tudo", minimizou.

A gaúcha Fernanda ressaltou que com a medalha é mais fácil obter os investimentos necessários para um projeto vitorioso na vela. "A vela tem seu valor como esporte olímpico e a medalha ajudou a justificar todas as nossas solicitações em termos dos recursos que são necessários para se fazer uma boa campanha olímpica", avaliou.

Sobre o futuro, elas preferiram não antecipar nada. De acordo com Isabel, um novo ciclo olímpico é possível, mas ainda é cedo para se tomar qualquer decisão.

"Eu faria outra campanha, mas ainda não conversamos sério sobre isso", afirmou. Já para Fernanda, é importante que um novo projeto requer profissionalismo e investimentos sérios. "É preciso avaliar várias questões", disse.

"Se as duas estão com 100% de vontade, se teremos recursos para fazer outra campanha séria. Temos de encarar a vela como algo profissional, como trabalho", finalizou a medalhista brasileira.

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