Atualizada às 22h14
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| Brasil pode fazer "dobradinha" no vôlei de quadra |
| Marcelo Pereira/Terra |
Direto de Pequim
Quando subir ao pódio neste domingo, a Seleção Brasileira masculina de vôlei poderá mudar a escrita dos Jogos Olímpicos. Apenas a URSS, nos anos de 1968 e 1980, foi capaz de vencer o torneio olímpico tanto no feminino como no masculino. Como as brasileiras conquistaram neste sábado a inédita medalha dourada, diante dos Estados Unidos, resta trabalho apenas para o time masculino, cujo oponente também será a formação norte-americana. O jogo será realizado a partir de 1h (de Brasília), no Ginásio da Capital, em Pequim.
Mais que ajudar a quebrar um tabu, a equipe masculina do Brasil poderá se sagrar bicampeã olímpica, e tendo novamente Bernardo Rocha de Rezende como treinador. Desde 2001 no comando da equipe, Bernardinho tem, dentre outras conquistas, seis Ligas Mundiais, duas Copas do Mundo e dois Campeonatos Mundiais, além do título olímpico em Atenas 2004 e de duas participações nos Jogos Pan-Americanos: bronze em 2003 e ouro em 2007.
Bernardinho, aliás, tem a chance de se vingar da decisão olímpica de 1984, nos Jogos de Los Angeles. Ainda atleta, ele fazia parte da equipe derrotada pela seleção norte-americana por 3 sets a 0.
"Eu adoraria reverter o final da história. Vencer uma final olímpica contra os EUA. Meus companheiros de 84 adorariam. Quem sabe a gente não consegue mudar. Esperamos um grande jogo para chegar lá", explicou o comandante.
Na capital chinesa, o time de Bernardinho não chegou, entretanto, com favoritismo inquestionável. Em julho, o selecionado verde-amarelo foi derrotado na semifinal da Liga Mundial justamente pelos EUA, adversários deste domingo e que conquistaram o torneio ao bater a Sérvia. Na disputa pelo terceiro lugar, Giba e companhia ainda foram superados pela Rússia.
O desempenho em Pequim, contudo, pode apagar a campanha da Liga. Com apenas uma derrota na capital chinesa, para os já eliminados russos, o reencontro com os EUA não só não pode dar uma nova medalha de ouro ao País, como também quebraria a invencibilidade norte-americana no torneio - sete vitórias em sete partidas.
De acordo com Marcelinho, o Brasil está preparado para o objetivo, o qual considera "o jogo mais difícil de nossas vidas".
Segundo o levantador, "eles (EUA) têm um time disciplinado taticamente e que sabe jogar contra a gente. Então temos que estudá-los. Vamos partir para o ouro agora. Nós sabemos como jogar uma final".
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Redação Terra