Atualizada às 02h06
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| Presidente do COI admite superioridade chinesa |
| Reuters |
Allen Chahad
Direto de Pequim
O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, disse neste domingo, poucas horas do final da Olimpíada de Pequim, que não quer fazer julgamento sobre o fato de a China ter quebrado a supremacia dos Estados Unidos no número de ouros do quadro de medalhas. Por outro lado, o cartola admitiu a superioridade atual do país asiático no processo de formação de atletas de alto nível.
Atualmente, a China tem mais de 200 escolas de formação de esportistas. Desde criança, por volta dos 5 anos de idade, os chineses já são submetidas a processos de seleção e treinamento intensivos. Os recursos humanos são incomparáveis com quaisquer outros países, já que a China é a nação mais populosa do planeta, com mais de 1,3 bilhão de habitantes.
"Acho legítima a maneira de a China agir. Muitos países fazem isso com a utilização de métodos científicos ou de concentração dos atletas. Não há problema nenhum. Se olharmos pelo mundo, todos os países de sucesso têm centros de treino e estudos científicos dos esportes. Apenas deve ser mantida a ética", disse Rogge.
"A diferença é a facilidade de se encontrar o biotipo de atleta que se precisa dentro de uma população tão grande. É mais fácil se encontrar atletas com estatura ideal para a prática do vôlei na China do que na Bélgica, por exemplo", completou.
Os donos da casa lideram o quadro de medalhas pelo número de ouros conquistados, 49, enquanto possuem ainda 19 pratas e 28 bronzes (96 no total) neste último dia de competições. Já nos EUA, veículos de comunicação preferem destacar o fato de o próprio país possuir o maior número total de medalhas, 107, sendo 34 ouros, 37 pratas e 36 bronzes.
A China quebrou uma supremacia dos EUA que vinha desde os Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, vencidos pela Comunidade de Estados Independentes, que substituiu a ex-URSS.
Na história dos Jogos Olímpicos, os EUA acumulam 931 medalhas de ouro, desde Atenas, em 1896. A China tem 161 até o momento.
Mas Rogge escapou da polêmica discussão. "Não quero falar sobre detalhes. Os chefes de cada uma das delegações farão isso. A China conquistou o maior número de medalhas de ouro, enquanto os EUA tiveram o maior número de medalhas. Acredito que cada um vai falar sobre o seu máximo. Não tomaremos posição sobre isso", disse.
O presidente do COI preferiu falar sobre números gerais. Destacou o fato de ter aumentado, em comparação com a edição de Atenas 2004, a quantidade de países participantes que conquistaram medalhas (de 74 para 86). Além disso, lembrou que a participação das mulheres cresceu de 41% para 43%.
Antes de conceder a entrevista, sua última oficial em Pequim sobre a Olimpíada, o belga fez um rápido pronunciamento. "Gostaria de agradecer ao Bocog (Comitê Organizador da Olimpíada de Pequim), que colocou os atletas no centro dos Jogos. A Vila Olímpica é maravilhosa. Vimos grandes performances, com mais de 40 recordes mundiais e mais de 120 recordes olímpicos superados", declarou Rogge.
O cartola fez questão de citar nominalmente o nadador americano Michael Phelps e o velocista jamaicano Usaim Bolt. O primeiro conquistou oito medalhas de ouro - passou a ser o maior dono de medalhas da história dos Jogos. Bolt venceu os 100 m e 200m rasos, além de competir na equipe dos 4 x 100 m. Ganhou ouro em todas, com novos recordes mundiais.
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Redação Terra