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Pequim 2008

Domingo, 24 de agosto de 2008, 04h13 Atualizada às 05h05

Gustavo se despede e diz que Ricardinho não fez falta

Vôlei Brasil Eua Gustavo corta (286)
Vôlei Brasil Eua Gustavo corta (286)
EFE

Julio Gomes Filho
Direto de Pequim

O meio-de-rede Gustavo, que completou 33 anos neste sábado, se despede da Seleção Brasileira de vôlei com a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim. Em uma análise sobre a sua passagem pela Seleção e o resultado na competição, ele diz que o time fez tudo o que estava ao seu alcance para ficar com o título e que o levantador Ricardinho, afastado do time pelo técnico Bernardinho antes dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, não fez falta.

"O grupo era esse e ele já não faz parte do grupo. No futuro, só Deus sabe. Se ganhássemos o ouro, vocês não perguntariam dele, mas como ganhamos a prata, estão perguntando", disse. "Queríamos fechar com chave de ouro e não deu. O Bernardinho mexeu o quanto pode. Vamos para a frente, fizemos de tudo e conseguimos a prata", afirmou o atleta.

Segundo ele, o jogo contra os Estados Unidos foi difícil e os adversários têm méritos. "O time americano está de parabéns, pois fez um grande jogo. Temos de sair de cabeça erguida, tentamos de tudo e não deu. Estamos com a prata que vale muito para nós. Eles fizeram um grande jogo e ainda tinham a história da sogra do técnico. Eles se uniram mais ainda por isso e fizeram um grande jogo", disse.

O técnico norte-americano Todd Bachman teve o sogro assassinado e a sogra ferida por um chinês a facadas, em Pequim, no início dos Jogos Olímpicos. O chinês se suicidou em seguida.

Gustavo agradeceu aos brasileiros pela torcida e diz que se despede com a sensação de dever cumprido. "Hoje foi meu último jogo, ontem foi meu último treino. Agradeço a todos do Brasil pela torcida e a esse grupo maravilhoso que sempre me apoiou e ajudou muito. O Brasil está muito bem servido, tem muitos jovens bons. Essa derrota pode servir de motivação a eles. Quem sabe vai levantar uma nova geração do Brasil", disse.

O ponteiro Anderson, que também se despede da Seleção, afirma que a ausência de Ricardinho não comprometeu o desempenho do time na competição. "Acho que é essa a pergunta que vão fazer a partir de agora. Acho que não, não faltou nada. O jogo foi jogado e eles jogaram melhor", disse.

Marcelinho, substituto de Ricardinho no time comandado por Bernardinho, diz que fez o que estava ao seu alcance. "Não foi fácil. Tinha uma pressão enorme, mas trabalhei, pessoas me ajudaram, minha família me ajudou. Eu dei o máximo, e esse era o meu compromisso com todo mundo, foi isso que fiz. Saio de cabeça lá em cima e com a medalha no peito".


Redação Terra