Atualizada às 11h36
![]() |
| Kobe Bryant pede siliêncio ao calar os críticos com a medalha de ouro conquistada pelos EUA em Pequim |
| Reuters |
Fora das últimas três finais nas competições mais importantes no basquete, dois últimos mundiais (2002 e 2006) e da Olimpíada de Atenas, a seleção dos Estados Unidos vieram aos Jogos Olímpicos de Pequim dispostas em recuperar a sua hegemonia no cenário mundial, tanto que os próprios jogadores mudaram o rótulo da equipe, excluíram o nome de Dream Team, time dos sonhos, e passaram a ser chamados de "Redeem Team", o time da redenção.
A mudança na equipe começou pelo técnico, a USA Basketball, Federação de Basquete dos EUA, chamou o treinador universitário Mike Krzyzewski, para comandar a equipe e para se adaptar ao estilo de jogo que tanto deu trabalho para os americanos nos últimos anos, a marcação por zona e o arremesso de três pontos, ele mudou a cara do time.
Antes baseado no jogo com pivôs muito fortes, desta vez ele convocou somente Dwight Howard, e passou a contar com muitos especialistas em tiros de longa distância e jogadores rápidos em contra ataques, como Carmelo Antony, Lebron James, Kobe Bryant, Chris Paul, entre outros. Para comandar esses jovens jogadores, nada melhor do que a experiência de Jason Kidd.
Logo na estréia, os norte-americanos encararam os donos da casa e para começar bem na competição, não tomaram conhecimento dos chineses. Os EUA tiveram dificuldade apenas no primeiro tempo, mas depois que encaixaram seu jogo, atropelaram o time do pivô Yao Ming e venceram por tranqüilos 101 a 70.
Na segunda partida em Pequim, os norte-americanos pegaram a frágil seleção de Angola e como era de se esperar, não tomaram conhecimento de mais um adversário e venceram por 97 a 76, e já pensavam no seu próximo desafio a forte seleção da Grécia.
Se esta era a primeira grande prova de que os EUA vieram com disposição de recuperar a sua hegemonia no basquete mundial, os norte-americanos passaram no teste. Somente no primeiro quarto os americanos tiveram alguma dificuldade terminando o período vencendo por quatro pontos, mas depois passearam em quadra e a partida acabou 92 a 79.
Já classificado às quartas-de-final, os americanos tiveram pela frente os atuais campeões mundiais, a Espanha. Em um confronto muito esperado por todos os americanos fizeram a sua melhor partida nos Jogos Olímpicos e massacraram os espanhóis por 119 a 82, dando sinais que seria muito difícil de alguém vencer os EUA tanto na bola quando na disposição.
Nas quartas-de-final, os EUA enfrentaram a surpreendente seleção da Austrália, que eliminou a campeã européia, a Rússia. Com tranqüilidade e sem gastar muitas energias, os americanos venceram por 116 a 85 e estavam na semifinal da Olimpíada, justamente contra os algozes da última edição dos Jogos, a Argentina.
O esperado duelo entre as duas seleções começou com uma baixa para o lado argentino. Aos cinco minutos do primeiro quarto, o principal astro da equipe Manu Ginóbili lesionou o tornozelo e ficou de fora do resto da partida. Com isso os EUA foram pra cima e abriram uma diferença de 19 pontos.
Os argentinos ainda tentaram uma reação na partida, reduziram a vantagem para nove pontos mas não conseguiram manter o ritmo e os EUA se vingaram da derrota de quatro anos atrás e venceram por 101 a 81, garantindo vaga na final.
Novamente os americanos teriam os campeões mundiais pela frente, e em uma partida extremamente disputada, os norte-americanos suaram muito para passar pela marcação espanhola, mas no final erraram menos, venceram por 118 a 107, garantiram a medalha de ouro e garantiu a permanência de Kobe Bryant nos EUA, que declarou antes do início dos Jogos que caso não fosse campeão Olímpico, viraria italiano.
Redação Terra