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Pequim 2008

Domingo, 24 de agosto de 2008, 11h33 Atualizada às 12h06

Basquete brasileiro expõe deficiências e volta sem rumo

Paulo Bassul consola Claudinha após a despedida em Pequim
Paulo Bassul consola Claudinha após a despedida em Pequim
AP

Direto de Pequim

A péssima campanha do basquete feminino do Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim e a não classificação do time masculino para a competição não deve provocar mudanças imediatas no comando das equipes. A promessa é do presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Bozikis, o Grego. Ele já avisou que vai manter Paulo Bassul no time do comando feminino e Moncho Monsalve no masculino.

"São dois excelentes profissionais e estão fazendo um ótimo trabalho", disse o presidente, que se eximiu de criticar a pior campanha olímpica do basquete feminino do País nas últimas duas décadas. "Dentro de no máximo 30 dias teremos reunião com duas comissões técnicas para fechar o planejamento para o próximo ciclo olímpico", prosseguiu.

A campanha brasileira em Pequim acendeu o sinal amarelo já na estréia, com derrota na prorrogação para a Coréia do Sul por 68 a 62, após de empate por 55 pontos no tempo normal.

Daí para a frente, 80 a 65 para a Austrália, 79 a 78 para a Letônia e 74 a 64 para a Rússia tiraram qualquer possibilidade de classificação para o time brasileiro. Na despedida a única vitória da equipe na competição: 68 a 53 contra a Bielo-Rússia.

Para os próximos anos, Bassul quer implantar seus planos. Diz que gostaria de atuar em amistosos contra rivais de ponta - como EUA e países europeus.

"Estamos em um continente onde você não joga em alto nível com nenhuma equipe. Se executar o que precisa ser feito, em pouco tempo elas estão no nível da Austrália e da Rússia. Vão chegar bem melhor no mundial de 2010, na República Checa, prontas para Londres, em 2012", concluiu.

"Esperava que a Seleção fosse melhor. É a minha última disputa pela equipe", reiterou Claudinha, despedindo-se do time do técnico Paulo Bassul.

As lágrimas na despedida de Pequim não foram uma exclusividade da experiente atleta. A armadora Adrianinha, líder e melhor jogadora do Brasil no torneio olímpico, também deixou chorando a arena após a primeira e única vitória do País no basquete.

O torneio feminino foi vencido pelos EUA, que não tiveram dificuldade para superar a Austrália por 65 a 92.

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Redação Terra