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Pequim 2008

Domingo, 24 de agosto de 2008, 11h36 Atualizada às 12h02

Pesadelo se repete e Brasil deixa ouro com os EUA no futebol

Marta tenta, mas não consegue evitar nova derrota para os EUA
Marta tenta, mas não consegue evitar nova derrota para os EUA
Reuters

Direto de Pequim

A medalha de prata conquistada pelo time feminino de futebol do Brasil trouxe às jogadoras a inevitável lembrança de Atenas 2004. O time enfrentou os mesmos EUA na final, perdeu na prorrogação e viu as adversárias celebrarem o ouro, assim como há quatro anos. Isso depois de pressionar boa parte do jogo, desperdiçar inúmeras chances e insistir até o minuto final para que o a história fosse outra.

A derrota para os EUA veio justamente depois do melhor momento do time na competição: a vitória de 4 a 1 contra a atual campeã mundial, a Alemanha, que venceu o Brasil na final no Mundial de 2007 por 2 a 0. As alemãs jamais haviam sido superadas pelas brasileiras.

Com o triunfo, os Estados Unidos sobem ao lugar mais alto do pódio em Olimpíada pela terceira vez na história. Os outros ouros vieram em Atlanta 1996 e há quatro anos, na Grécia.

Marta e Cristiane, eleitas pela Fifa a primeira e a terceira jogadoras mais completas do mundo, respectivamente, foram as atletas que mais se emocionaram com a derrota. A camisa 10 chegou a chorar durante a partida.

Ao contrário de 2004, desta vez a seleção dos EUA tinha jogadoras menos experientes. A equipe passou por uma reformulação nos últimos quatro anos até chegar à equipe atual, campeã olimpíca em Pequim.

Bastante chateado com a derrota na final, o técnico Jorge Barcellos afirmou que a conquista da medalha de ouro poderia mudar os rumos do futebol feminino no Brasil.

"A confiança era muito grande que ganharíamos a medalha de ouro, por tudo que vínhamos apresentando no campeonato. Tínhamos o jogo na mão. É uma pena, essa medalha iria transformar o futebol feminino", disse o treinador.

Ciente de que o time terá de passar por uma reformulação forçada, devido à idade avançada de algumas jogadoras, ele teme pelo futuro.

"Eu não sei o que pode acontecer agora, o rumo que vai tomar daqui para frente. Precisa ter uma renovação, porque muitas dessas jogadoras já estão encerrando o ciclo. É sempre mais complicado", disse o treinador.

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Redação Terra