Atualizada às 12h02
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| Marta tenta, mas não consegue evitar nova derrota para os EUA |
| Reuters |
Direto de Pequim
A medalha de prata conquistada pelo time feminino de futebol do Brasil trouxe às jogadoras a inevitável lembrança de Atenas 2004. O time enfrentou os mesmos EUA na final, perdeu na prorrogação e viu as adversárias celebrarem o ouro, assim como há quatro anos. Isso depois de pressionar boa parte do jogo, desperdiçar inúmeras chances e insistir até o minuto final para que o a história fosse outra.
A derrota para os EUA veio justamente depois do melhor momento do time na competição: a vitória de 4 a 1 contra a atual campeã mundial, a Alemanha, que venceu o Brasil na final no Mundial de 2007 por 2 a 0. As alemãs jamais haviam sido superadas pelas brasileiras.
Com o triunfo, os Estados Unidos sobem ao lugar mais alto do pódio em Olimpíada pela terceira vez na história. Os outros ouros vieram em Atlanta 1996 e há quatro anos, na Grécia.
Marta e Cristiane, eleitas pela Fifa a primeira e a terceira jogadoras mais completas do mundo, respectivamente, foram as atletas que mais se emocionaram com a derrota. A camisa 10 chegou a chorar durante a partida.
Ao contrário de 2004, desta vez a seleção dos EUA tinha jogadoras menos experientes. A equipe passou por uma reformulação nos últimos quatro anos até chegar à equipe atual, campeã olimpíca em Pequim.
Bastante chateado com a derrota na final, o técnico Jorge Barcellos afirmou que a conquista da medalha de ouro poderia mudar os rumos do futebol feminino no Brasil.
"A confiança era muito grande que ganharíamos a medalha de ouro, por tudo que vínhamos apresentando no campeonato. Tínhamos o jogo na mão. É uma pena, essa medalha iria transformar o futebol feminino", disse o treinador.
Ciente de que o time terá de passar por uma reformulação forçada, devido à idade avançada de algumas jogadoras, ele teme pelo futuro.
"Eu não sei o que pode acontecer agora, o rumo que vai tomar daqui para frente. Precisa ter uma renovação, porque muitas dessas jogadoras já estão encerrando o ciclo. É sempre mais complicado", disse o treinador.
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Redação Terra