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Pequim 2008

Domingo, 24 de agosto de 2008, 12h01

Em Pequim, Nadal conquista o ouro olímpico

Nadal reina nas quadras de Pequim e ganha ouro
Nadal reina nas quadras de Pequim e ganha ouro
EFE

Direto de Pequim

Mais cotado para conquistar a medalha de ouro na prova de solo dos Jogos Olímpicos de Pequim, Diego Hypólito fracassou. Assim como o velocista norte-americano Tyson Gay nos 100 m rasos. Um dos maiores ídolos chineses, Liu Xiang causou comoção entre seus compatriotas ao abandonar a disputa dos 110 m com barreira. Em uma competição marcada pelo fracasso de alguns dos principais favoritos, o tenista Rafael Nadal foi um dos poucos que justificou sua posição e conquistou a medalha de ouro.

O espanhol chegou à China cercado por uma grande expectativa dentro do mundo do tênis. Campeão em Roland Garros e Wimbledon nesta temporada, Rafael Nadal desembarcou com a certeza que desbancaria a hegemonia de Roger Federer no topo do ranking da ATP no final da Olimpíada. Diferente de parte das estrelas da competição, ele soube como administrar a pressão. Em cada detalhe, a estratégia adotada pelo atleta se comprovou eficiente.

Para fugir do assédio dos demais atletas, Federer resolveu se alojar em um hotel. Ele passou na Vila Olímpica apenas para visitar seus compatriotas, mas na saída disse que não pretendia retornar. Já Rafael Nadal fez questão de ficar no local para viver o clima dos Jogos. Confiante desde o início, o tenista não parecia incomodado com a pressão. "Este é um esporte sujeito a derrotas e uma delas pode vir a qualquer momento, porque todos querem vencer e há muita competitividade", afirmou.

Durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, a descontração de Nadal ficou evidente. Comandada pelo astro do tênis, a delegação espanhola foi uma das mais empolgada no evento assistido pelo mundo todo. Pulando e gritando, os atletas europeus jogaram os chapéus para o alto e conquistaram o público com sua alegria. Contente, o atleta interagiu até com o mais desconhecido membro da delegação. Os espanhóis chegaram a sair do protocolo e passaram dos limites estabelecidos pela organização.

Nos Jogos de Atenas, disputados em 2004, Nadal disputou apenas uma partida, já que foi eliminado pelos brasileiros André Sá e Flávio Saretta logo na estréia do torneio de duplas, ao lado do compatriota Carlos Moyá. Em Pequim, o espanhol entrou em quadra pela primeira vez para enfrentar o italiano Potito Starace. Mais experiente, ele bateu o adversário por 2 sets a 1. Além de superar seus adversários, Rafael Nadal precisava lutar contra o cansaço de uma cansativa temporada.

Na segunda rodada do torneio olímpico, ele simplesmente passeou frente ao ex-número um do mundo Lleyton Hewitt por fáceis 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/2. O próximo rival no caminho do ouro foi o russo Igor Andreev, com novos 2 sets a 0. Ele repetiu a performance contra o austríaco Jurgen Melzer, algoz do brasileiro Marcos Daniel. Na semifinal, Nadal venceu o duelo mais difícil: em três sets, bateu o sérvio Novak Djokovic. Na decisão, o ouro saiu com fáceis 3 seta 0 em cima do chileno Fernando González.

"Nem em meus melhores sonhos eu poderia imaginar coisas como as que fiz este ano", disse o tenista, emocionado. "Eu sei o quão difícil é vencer tudo isto e especialmente aqui, porque você tem uma chance única a cada quatro anos", acrescentou. Desta forma, ele coroa a inesquecível temporada para o esporte espanhol. Enquanto a seleção venceu a Eurocopa depois de 44 anos de jejum, o ciclista Carlos Sastre ganhou a Volta da França, mais tradicional competição do gênero.

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Redação Terra