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Pequim 2008

Domingo, 24 de agosto de 2008, 12h43 Atualizada às 11h08

Após sucesso no Mundial, Brasil volta com 3 bronzes no judô

Camilo comemora bronze na Olimpíada de Pequim
Camilo comemora bronze na Olimpíada de Pequim
Marcelo Pereira/Terra

Direto de Pequim

O sucesso no Mundial de 2007 de judô, que consagrou brasileiros como João Derly, Tiago Camilo e Luciano Correa, não fez efeito nos Jogos Olímpicos de Pequim. Os atletas não conseguiram repetir a façanha apresentada no ano passado, na competição disputada no Rio de Janeiro e a delegação brasileira do judô deixou a capital chinesa com três bronzes, nenhuma prata e nenhum ouro na bagagem.

Atual campeão do mundo na categoria até 81 quilos e eleito o melhor do planeta em 2007, Tiago Camilo chegou a Pequim como um dos principais favoritos à medalha dourada. No entanto, o brasileiro não contava com o alemão Ole Bischof. O europeu acabou com o sonho do ouro olímpico de Camilo já nas quartas-de-final e o atleta do País foi para a repescagem.

Mesmo abatido e sem motivação, Camilo chegou a brigar pela medalha de bronze. Antes da luta final, um telefonema do próprio irmão ajudou a mudar a atitude e a aparência do brasileiro e o colocou de volta rumo ao pódio. A vítima foi o holandês Guillaume Elmont, responsável pelo choro de emoção do atleta após a conquista do terceiro lugar na Olimpíada.

No entanto, Camilo foi a única estrela do Mundial de 2007 e conseguiu colocar uma medalha no peito em Pequim 2008. Derly, bicampeão mundial (2005 e 2007), e Correa, também campeão do mundo, ficaram pelo caminho.

Na categoria até 66 kg, ao lado de Camilo, Derly era o principal favorito ao triunfo dourado, mas um português chamado Pedro Dias eliminou as chances do brasileiro de subir ao lugar mais alto do pódio. Logo na segunda luta no tatame de Pequim, o judoca foi derrotado e, fora também da repescagem, deixou o território chinês sem ter o gosto de subir ao pódio olímpico pela primeira vez na carreira.

No entanto, não foi a eliminação de Derly que causou polêmica durante a Olimpíada, mas sim uma declaração de Pedro Dias após a luta. O português afirmou à imprensa de seu país que resolveu "humilhar" o brasileiro no tatame por conta de uma suposta traição. Segundo o judoca europeu, Derly teria saído com uma ex-namorada de Dias e, com isso, resolveu se vingar no tatame. Posteriormente o português minimizou as declarações e o brasileiro negou qualquer envolvimento com a ex-namorada do adversário.

Bastidores à parte e de volta ao tatame, Luciano Correa também ficou pelo caminho nos Jogos de Pequim. Ao contrário de Derly e de Camilo, o atual campeão do mundo na categoria até 100 kg perdeu logo em sua estréia. O carrasco do judoca foi o holandês Henk Grol. Na repescagem, Correa conseguiu ganhar a primeira luta, mas no confronto seguinte, perdeu novamente e sequer chegou a disputar o bronze.

Por outro lado, na categoria até 73 kg brilhou a estrela de Leandro Guilheiro. Bronze em Atenas 2004, o judoca repetiu o feito em Pequim 2008 e colocou mais uma vez o Brasil no pódio do judô em Pequim.

Guilheiro estreou bem na China, vencendo as duas primeiras lutas. No entanto, em seu caminho estava o atual campeão mundial, o sul-coreano Kichun Wang, que não deu chances ao brasileiro e tirou qualquer possibilidade de o judoca do País levar o ouro. Restava então a luta para chegar ao bronze. O brasileiro derrotou o ucraniano Gennadii Bilodid e, apenas 23 segundos foram necessários para o atleta dar um ippon no iraniano Ali Malomat e conquistar o terceiro lugar olímpico.

Marcada para história

Mesmo com os bronzes de Camilo e Guilheiro, o terceiro lugar no pódio de Ketleyn Quadros foi especial. O feito no tatame de Pequim fez a brasileira faturar a primeira medalha do País em Pequim e se tornar a primeira mulher do Brasil a conquistar uma medalha olímpica em um esporte individual.

Na trajetória de Ketleyn em Pequim, a lutadora bateu a sul-coreana Sinyoung Kang por um wazari. Na segunda luta, entretanto, a brasiliense perdeu a chance de disputar o ouro ao perder para a holandesa Deborah Gravenstijn, bronze em Atenas 2004. Na repescagem, a brasileira superou atletas de respeito, como a espanhola Isabel Fernardez e a japonesa Aiko Sato, respectivamente segunda e terceira colocada no último Mundial da modalidade. E, enfim, na disputa pelo bronze, Ketleyn superou a australiana Maia Pekli.

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Redação Terra