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Pequim 2008

Domingo, 24 de agosto de 2008, 12h54 Atualizada às 13h16

Scheidt prova versatilidade e ganha prata com Prada

Dessa vez Scheidt vai bem na classe Star
Dessa vez Scheidt vai bem na classe Star
Getty Images

Direto de Pequim

Apesar de praticar um esporte restrito no Brasil, Robert Scheidt é um dos maiores atletas da história do País. Na classe Laser, o velejador conquistou todos os títulos possíveis, entre eles duas medalhas de ouro e uma de prata. Soberano na categoria, ao invés de aumentar sua vantagem sobre os concorrentes, ele resolveu mudar para a classe Star em busca de novos desafios. Em Pequim, o brasileiro provou sua versatilidade e conquistou o prata ao lado de Bruno Prada.

Apesar da relativa pouca experiência na nova categoria, Scheidt chegou como favorito ao ouro nos Jogos de Pequim. Nas últimas três edições do Campeonato Mundial, ele subiu ao pódio com o proeiro Bruno Prada. A dupla foi prata em São Francisco (2006), ouro em Cacais (2007) e bronze em Miami (2007). No entanto, a equipe encontrou uma série de dificuldades nas primeiras regatas olímpicas, realizadas na localidade de Qingdao.

Apesar da situação desfavorável no começo da disputa, a dupla brasileira manteve a frieza e soube como se recuperar. A cada regata, Scheidt e Prada se aproximavam mais dos suecos Fredrik Loof e Anders Ekstrom e dos britânicos Iain Percy e Andrew Simpson. Após a realização de sete etapas, o time do Brasil contabilizava 38 pontos perdidos, na oitava colocação geral. Naquele momento, faltavam apenas três regatas antes da Medal Race.

Nos momentos decisivos, a experiência e talento de Robert Scheidt fizeram a diferença ao lado da competência de Bruno Prada. Com boas performances nas regatas que antecederam a luta pela medalha, os brasileiros chegaram para a briga pelo ouro na terceira colocação. Enquanto a dupla nacional acelerava, os suecos Fredrik Loof e Anders Ekstrom e os britânicos Iain Percy e Andrew Simpson amargaram decepcionantes resultados.

Na regata da medalha, disputada apenas pelos dez melhores colocados com o dobro de pontos em jogo, os suecos lideravam com 33 pontos perdidos, dois a menos que os britânicos. Os brasileiros vinham na seqüência, com 47 pontos perdidos. Se o bronze era provável, medalhas de outras cores estavam condicionadas a mirabolantes combinações de resultados. E a dupla tinha consciência disso. "É mais realístico pensar no bronze", admitia Scheidt.

Robert Scheidt e Bruno Prada navegaram com responsabilidade na Medal Race. Em uma regata emocionante, a regularidade dos brasileiros, que terminaram no terceiro lugar, aliada a performance desastrosa dos rivais, foi suficiente para garantir a prata. Depois de anunciar os suecos no último lugar, a organização retificou a classificação e colocou os escandinavos em nono, o que daria o bronze ao Brasil. Instantes depois, os europeus foram confirmados em 10º e a dupla nacional pôde comemorar.

Na Olimpíada de Pequim, Robert Scheidt perdeu a oportunidade de se tornar o primeiro tricampeão olímpico brasileiro, mas se tornou o único atleta do país a ganhar medalhas em quatro edições consecutivas dos Jogos Olímpicos. Em 2012, o velejador pretende bater novos recordes."A dupla não pensa apenas nestes Jogos. Queremos que esta seja uma passagem de um processo que dure muitos anos, incluindo Londres", avisou o atleta.

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Redação Terra