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Pequim 2008

Domingo, 24 de agosto de 2008, 13h28

Phelps, Bolt e Isinbayeva têm nomes eternizados em Pequim

Phelps entra para a história do esporte mundial
Phelps entra para a história do esporte mundial
Getty Images

Três nomes, três mitos. Nos Jogos Olímpicos de Pequim, ninguém foi tão idolatrado quanto Michael Phelps, Usain Bolt e Yelena Isinbayeva - o primeiro reinou nas piscinas do Cubo D'Água com oito medalhas de ouro, o segundo brilhou nas pistas do Ninho de Pássaro com três vitórias e a terceira comoveu o público chinês no pódio do Estádio Olímpico, após triunfar mais uma vez no salto com vara. Em comum entre os três, além das medalhas, foi a quebra de recordes na Olimpíada deste ano.

Logo em sua chegada a Pequim, Michael Phelps, 23 anos, sentiu que essa poderia ser a sua Olimpíada. Depois de conquistar seis ouros e dois bronzes em Atenas 2004, o nadador norte-americano se viu com a possibilidade em mãos de superar o recorde de sete triunfos do compatriota Mark Spitz, obtido em Munique 1972, e não fez feio: com técnica e sorte, como no triunfo por um centésimo nos 100 m borboleta, Phelps tornou-se o maior atleta olímpico de todos os tempos e o que mais somou ouros em uma só edição dos Jogos: oito.

Além de subir ao lugar mais alto do pódio, Phelps fez mais. Nos três revezamentos (4x200 m livre, 4x100 m medley e 4x100 m livre), a equipe norte-americana estabeleceu novos recordes mundiais. Sozinho, o nadador fez o mesmo nos 400 m medley, 200 m livre, 200 m borboleta e 200 m. Nos 100 m borboleta, ele bateu a marca olímpica.

As provas de natação acabaram no dia 17 de agosto, porém, mais emoções estavam reservadas ao público em Pequim. Mais precisamente no Ninho de Pássaro, construído especialmente para a disputa dos Jogos e que teve o jamaicano Usain Bolt e a russa Yelena Isinbayeva como seus visitantes mais ilustres.

Bolt, 21 anos, conquistou três medalhas de ouro em Pequim, nos 100 m, 200 m e no revezamento 4x100 m, além de ter quebrado o recorde mundial das três provas, tudo isso em apenas uma semana, e com a irreverência comentada até mesmo pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, que a considerou incorreta.

No salto com vara, apenas um episódio ficou tão marcado quanto a perda da vara da brasileira Fabiana Murer em meio à final da modalidade. Depois de quebrar pela 24ª vez o recorde mundial da prova, Isinbayeva, 26 anos, chorou copiosamente ao receber o ouro no pódio do Ninho de Pássaro e comoveu a todos que torceram pelo seu sucesso.

Na prova, Isinbayeva comprovou o favoritismo, assim como Phelps e Bolt, e reinou diante de adversários que, hoje, estão abaixo tecnicamente. Talvez isso tenha tornado o trio célebre e firmasse o nome de cada um deles na história dos Jogos de Pequim.

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Redação Terra