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Pequim 2008

Domingo, 24 de agosto de 2008, 18h09 Atualizada às 18h08

Levantador diz que Brasil "tem medo" quando enfrenta EUA

Ball diz que EUA igualaram jogo com emoção do Brasil
Ball diz que EUA igualaram jogo com emoção do Brasil
EFE

Julio Gomes Filho
Direto de Pequim

Foram duas derrotas em menos de dois meses. Na semifinal da Liga Mundial, diante da própria torcida, e na disputa pela medalha de ouro olímpica em Pequim. Depois de oito anos de glórias e conquistas, a Seleção Brasileira masculina de vôlei encontrou uma enorme pedra no sapato: o time dos Estados Unidos.

Em entrevista ao Terra depois da partida que valia a medalha de ouro, o levantador Lloy Ball, grande destaque e alma da seleção norte-americana em quadra, afirmou que o Brasil entra em quadra com medo para as partidas contra os Estados Unidos.

"Não vou dizer que eles ficam assustados, mas eles entram com um pouco de medo, sim. O Brasil ganhava de todo mundo porque tinha mais coração e vontade do que os outros. Nós conseguimos igualar isso. Jogamos com muito coração, nossa equipe tem muito caráter", falou Ball.

O Terra perguntou a Bernardinho o que ele achava das declarações do norte-americano, e o técnico rechaçou a idéia de que o time sinta qualquer tipo de medo antes dos jogos contra os EUA.

"Medo não, isso não existe. Sobre a coisa do coração, isso mostra que eles aprenderam a lição. Eles aprenderam com a gente e igualaram isso em quadra, nos superaram", afirmou Bernardinho.

Questionado sobre se o levantador Ricardinho, afastado desde o ano passado, teria feito falta para o Brasil, o campeão olímpico Ball opinou.

"Ricardinho é melhor que Marcelinho? Sim, ele é. Lógico que é. Mas acho que hoje ele não teria feito diferença, não teria alterado o resultado do jogo. Nós ganharíamos de qualquer maneira e eu tive certeza disso depois de um bloqueio que o Stanley fez no quarto set, de cabeça".

"Estou esperando desde que tenho quatro anos idade por esta medalha olímpica. Penso em minha mulher, em todas as noites que ela ficou sozinha. E quero homenagear nosso técnico, que tem muita responsabilidade por isso. A gente olha para ele e sabe na quadra o que ele quer. Não é tão louco quanto o técnico brasileiro, mas ajuda bastante", completou Ball.

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Redação Terra