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Pequim 2008

Segunda, 25 de agosto de 2008, 23h34

Com novo bronze, Guilheiro destaca superação brasileira

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O judoca Leandro Guilheiro, um dos nomes de destaque do judô brasileiro nos Jogos de Pequim, elogiou a força dos atletas do País na busca pela medalha de bronze olímpica após sofrerem com a frustração da derrota na competição.

Depois de garantir novamente o terceiro lugar nos Jogos, assim como já havia feito em Atenas-2004, o atleta lembrou das dificuldades de superar o fim do sonho do ouro "para não voltar para casa de mãos vazias".

"A Olimpíada é a chance para a vida inteira. Se estiver com dor de barriga, vai ter que ser assim mesmo, na marra", disse o brasileiro, que garantiu o bronze após passar pela repescagem na categoria até 73kg.

Da mesma maneira, também na repescagem, Ketleyn Quadros entrou para a história do esporte nacional ao garantir o terceiro lugar da categoria até 57kg e se tornar a primeira mulher a levar medalha em esportes individuais para o Brasil em edições de Jogos Olímpicos.

Em entrevista ao Sportv, o judoca lembrou da dificuldade que teve que superar em pouco tempo após sofrer a primeira derrota, diante do sul-coreano Wang Kichun, atual campeão mundial, que tirou as suas chances de subir ao lugar mais alto do pódio.

"Eu tive cinco a dez minutos para xingar tudo o que tinha que xingar na luta contra o coreano. Mas para você ser um campeão, você tem que estar preparado para tudo o que pode acontecer na competição", disse Guilheiro.

Depois de estrear contra o argentino Mariano Daniel Bertolotti e após nova vitória diante do sul-africano Marlon August, o brasileiro caiu nas quartas-de-final com um ippon no "golden score". Após a derrota, Guilheiro teve que passar pelo uzbeque Shokir Muminov, pelo ucraniano Gennadii Bilodid e garantiu o bronze na disputa com o iraniano Ali Malomat, em luta que durou apenas 23s.

"Na Olimpíada é assim: você perde uma luta e já tem que levantar a cabeça para ir para a repescagem. É lógico que você desanima e existe este desgaste mental por não ter mais chances de buscar o ouro. Mas, por experiência própria, é melhor você trazer o bronze, sabendo que você deu a volta por cima, superou a eliminação e conseguiu trazer uma medalha para casa", finalizou.


Redação Terra