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Sábado, 30 de agosto de 2008, 13h06 Atualizada às 13h44

Londres 2012: "cerimônia deve ser democratizada"

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Neste sábado, a ministra da Olimpíada de Londres, Tessa Jowell, afirmou que espera toda a cidade inglesa envolvida na participação das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos e não apenas no estádio principal, em Stratford.

Tradicionalmente, a festa de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos são realizadas no mesmo estádio, como aconteceu recentemente em Pequim. A China foi muito aplaudida por suas extravagantes cerimônias no moderno Estádio Ninho de Pássaro.

"Nós não queremos tentar imitar Pequim", disse Tessa em entrevista ao jornal The Independent. "O que queremos são novas formas de pensar sobre a cerimônia de abertura", emendou a autoridade.

Além disso, a ministra acredita que com várias partes da cidade colaborando com cerimônia, Londres vai democratizar profundamente a Olimpíada. "Queremos que toda a Londres seja envolvida, com diferentes partes da cidade fazendo parte da cerimônia. Os Jogos de Londres devem ser profundamente democráticos, com os cidadãos se sentindo intimamente envolvidos", disse a ministra.

Tessa também avalia um sistema de venda de ingressos parecido com o utilizado pelos organizadores do torneio de tênis de Wimbledon, em que ingressos que não foram utilizados, são emitidos novamente para minimizar o número de lugares vazios.

Esse sistema está sendo estudado para evitar uma das críticas feitas à Olimpíada de Pequim, em que muitas competições foram disputadas diante de arquibancadas vazias, forçando os organizadores a chamar voluntários vestidos com camisas amarelas para animar o ambiente.

Muitos dos lugares não foram ocupados porque patrocinadores e outros parceiros da Olimpíada não utilizaram os ingressos cedidos. "Você não pode impedir que os patrocinadores comprem ingressos. Porém, precisamos maximizar as oportunidades de o público ver os Jogos em primeira mão", concluiu a organizadora.


Reuters