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Domingo, 31 de agosto de 2008, 09h01 Atualizada às 16h31

Maurren crê em Brasil como potência

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Maurren Maggi conquistou uma das três medalhas douradas do Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim
Maurren Maggi conquistou uma das três medalhas douradas do Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim
Eduardo Lopes/Especial para Terra

Rafael Ribeiro
Especial para o Terra

Responsável pela única medalha conquistada pelo Brasil no atletismo nos Jogos Olímpicos de Pequim, a saltadora Maurren Maggi acredita que o País virá a ser uma potência na modalidade nas próximas edições da Olimpíada. Após levar o ouro no salto em distância com 7,04 m - marca bem inferior, por exemplo, ao seu recorde pessoal de 7,26 m -, a atleta já espera ter sua marca superada pelas compatriotas em um futuro próximo.

"A gente colhe os frutos que planta. Tenho certeza de que haverão muitas mulheres e homens saltando mais de 7 m no Brasil. Hoje a gente já compete de igual para igual. Mais para a frente vamos ser uma grande potência no atletismo", destacou Maurren, 32 anos.

A opinião é compartilhada pelo técnico Nélio Moura, campeão também nas categoria masculina com o panamenho Irving Saladino. Para ele, a preparação foi a melhor possível dentro das limitações de infra-estrutura do Brasil.

"Eu só tenho a agradecer todo o apoio que a gente recebeu antes dos Jogos. Tivemos todo o tempo necessário para a preparação como nunca aconteceu antes em uma Olimpíada. Mais que medalhas, vale o número de finais que a gente teve em Pequim. Foi um recorde. A medalha da Maurren coroa o avanço do atletismo brasileiro. É a cereja do bolo", apontou.

O atletismo brasileiro conseguiu seis finais em Pequim, mas mostrou bom desempenho apenas em provas tradicionais do País, como o revezamento 4x100 m masculino e feminino (quarto lugar) e as provas de salto. Entre os homens, Jadel Gregório ficou em sexto no salto triplo, enquanto Keila Costa foi a 11ª no salto em distância, a prova vencida por Maurren.

Segundo Nélio, a medalha de ouro aumenta a pressão por resultados. "Se tivesse segredo (para o ouro), eu não contaria (risos). A gente montou um sistema que funciona dentro da nossa realidade. E a partir de agora o nível de exigência será maior. Mas eu gosto desse nível de desafio. E a função é cumprir as expectativas", promete o treinador.

"A Maurren vai ser modelo de milhões e milhões de crianças. E daqui para frente não tenho dúvidas de que surgirão novas Maurren, saltando marcas até maiores", completou Moura. "Com as ações que serão tomadas, nomes como a Maurren não vão aparecer mais por acaso. Vamos poder descobrir talentos com potencial e desenvolvê-los", afirmou.

Uma das novas esperanças no salto em distância já está cumprindo seu papel de protagonista: Keila Costa. Após conseguir 6,43 m em Pequim, a pernambucana, 25 anos, pode alcançar marcas ainda maiores segundo a avaliação do treinador.

"A Keila vai ser uma Keila, mas de alto nível. Ela é o único caso de uma finalista olímpica que salta com perna trocada. E ainda estava machucada. Seguramente ela vai seguir o caminho da Maurren quando se recuperar. Só precisa de tempo para se desenvolver", avaliou.

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Redação Terra