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Pequim 2008

Domingo, 31 de agosto de 2008, 09h01 Atualizada às 09h13

Maurren se solidariza com Murer, mas elogia organização

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Apesar do contratempo com Murer, Maurren elogiou organização das provas de atlestimo na capital chinesa
Apesar do contratempo com Murer, Maurren elogiou organização das provas de atlestimo na capital chinesa
Eduardo Lopes/Especial para Terra

Rafael Ribeiro
Especial para o Terra

Favorita a conquista de uma medalha em Pequim, Fabiana Murer acabou prejudicada por um fato inusitado, o sumiço de uma de suas varas durante a final do salto com vara. Saiu do Ninho de Pássaro reclamando da organização dos Jogos e disse que jamais voltaria à China de novo. Opinião essa que não é compartilhada pela única medalhista do atletismo brasileiro na Olimpíada: Maurren Maggi.

Feliz com o ouro, o primeiro de uma atleta feminina em esporte individual, Maurren elogiou a organização, mas mostrou solidariedade com a colega. "O que aconteceu com ela foi uma lástima, sem dúvida. Mas nós, eu e o Nélio (Moura, técnico) fomos muito bem tratados lá (na China). Eles faziam de tudo para nos agradar", apontou a saltadora.

Segundo a atleta, o ambiente no Estádio Nacional era o melhor possível e, pelo menos nas provas de salto, a organização foi "impecável". "Era tudo novo para mim, tudo muito bonito. A torcida me incentivou bastante. Não tenho o que reclamar", reiterou.

Após saltar a marca de 4,45 m, Murer foi procurar a vara que usaria para tentar superar os 4,55 m, mas não encontrou o artefato. Após momentos de indecisão, resolveu usar uma vara improvisada. Abalada psicologicamente, ela não conseguiu passar dos 4,65 m.

Revoltada, a brasileira atribui o incidente à organização, que mandou uma carta com pedidos de desculpas formais à brasileira pelo extravio de uma de suas varas, encontrada entre o material das atletas desclassificadas na primeira rodada, porém afirmou que a atleta tinha a responsabilidade de conferir o material antes da competição.

Murer não foi a única que deixou Pequim decepcionada. Nomes como Jadel Gregório, do salto triplo, e o ginasta Diego Hypólito estavam entre os favoritos, mas tiveram desempenho irregular. Maurren pondera e diz que as medalhas do País estavam dentro do previsto.

"Eu achei a participação brasileira muito legal. Foi tudo dentro do previsto. Sofri muito com o Diego, por exemplo. O Brasil está no caminho certo. Tudo o que eu vi, acompanhei, teve os seus resultados normais", concluiu.

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Redação Terra