Atualizada às 19h48
Mais de quinze dias após viver o fim do sonho do ouro olímpico nos Jogos de Pequim, o ginasta Diego Hypólito mostra que ainda não superou a frustração da queda no final da sua apresentação no solo na capital chinesa.
Ainda mostrando abatimento, o brasileiro fez um desabafo, em entrevista ao Sportv, mas destacou que não desistiu de subir ao lugar mais alto do pódio daqui a quatro anos, nos Jogos de Londres.
"Isso acontece, eu sou de carne e osso. A gente vê avião cair, prédios, coisas materiais. E eu sou de carne e osso e eu não vou desistir, muito pelo contrário: vou treinar tanto quanto eu treinava antes. Só não tem solução para a morte", desabafou o ginasta, após ser alvo de críticas.
"Eu fiquei muito triste por mim, pelos anos de treino, e porque muitas pessoas acreditavam no resultado. Mas não vou desistir. A minha vida na ginástica está apenas começando, temos muitos anos pela frente. Acho que a cada derrota temos que nos reestruturar e ver o que podemos fazer", completou.
Diego destacou que vive um grande momento nos últimos anos e negou qualquer possibilidade de erro na preparação, citando os últimos bons resultados conhecidos. "Eu ainda estou meio sensibilizado com o que aconteceu, em função de ser um sonho de muitos anos. Eu tive cinco anos de resultados muito bons, com poucos erros. Mas o esporte é o momento. Você tem um minuto de apresentação, que pode dar tudo certo ou pode dar tudo errado", afirmou.
Ainda desanimado com o erro que tirou suas chances de ouro, o ginasta disse que não há justificativa para a queda, mas nega que houve falta de concentração no momento do último salto. "São anos de treinamento, mas não foi falta de concentração. Não dá para arrumar uma justificativa para erros como este. A minha frustração e a minha tristeza é que a gente treina quatro anos para uma Olimpíada", disse.
O ginasta, que chegou a Pequim como uma das principais esperanças de ouro do Brasil, disse que estava preparado para deixar a capital chinesa sem medalha, mas não da forma como ocorreu, no último movimento, que lhe rendeu o sexto lugar.
"Eu me preparei para não levar medalha, mas não estava preparado para cair, para aquilo que aconteceu. Eu faço esse salto há dez anos e me só me lembro de ter errado uma vez assim, que foi na minha primeira competição internacional, quando tinha de 15 para 16 anos", lamentou o ginasta, que disse ter se emocionado com os feitos do nadador César Cielo e da saltadora Maurren Maggi, que garantiram a medalha de ouro.
Redação Terra