Justin McBride acumulou tanto dinheiro enquanto competidor de montaria em touros que, quatro anos depois da aposentadoria, nenhum outro atleta conseguiu bater seu recorde. De acordo com a PBR (Professional Bull Riders) dos Estados Unidos, o peão está no topo da lista com US$ 5.124.418,42 ganhos.
Bicampeão mundial da PBR (2005 e 2007), considero McBride o último grande nome norte-americano na modalidade. De família tradicional, o atleta faz parte da quinta geração de esportistas (nos EUA, a tradição de pai para filho é mais forte do que no Brasil, até porque o rodeio lá existe há mais de um século)
O sucesso nas arenas de McBride é amparado pelos seus números. Em 248 rodeios, montou 652 touros e venceu 371, um aproveitamento de 56,9%. É o segundo em toda a história a marcar mais notas acima de 90 pontos (74 vezes). Ganhou 32 eventos.
O brasileiro Guilherme Marchi conhece bem da categoria de McBride. Perdeu dois campeonatos para o norte-americano, em 2005 e 2007.
Hoje, Marchi está US$ 1 milhão atrás da marca do norte-americano. Em média, o brasileiro ganha aproximadamente US$ 200 mil por temporada, o que deixaria McBride alguns anos ainda com o recorde. A situação só mudaria rapidamente se Marchi faturar um título mundial (o campeão ganha US$ 1 milhão).
Para fugir da pressão dos touros, durante os rodeios, McBride costumava tocar música country junto com os competidores. Antes de se aposentar, em 2008, ficou alguns meses parado e com uma ideia na cabeça: seguir a carreira de cantor. Deu certo.
Hoje, é comum vê-lo se apresentando nos eventos da PBR. Gravou o primeiro CD “Don’t Let Go” e, em uma apresentação para 46 mil pessoas no intervelo do Iron Cowboy no Cowboys Stadion, no Texas, foi convidado para gravar o segundo álbum “Justin McBride Live at Billy Bob’s Texas”, em DVD e CD (Billy Bob’s é uma das casas countries mais tradicionais dos Estados Unidos, mantendo uma arena dentro do ambiente).
Eugênio José