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Chapéu do Flamengo por artilheiro gera mal-estar no Santos

5 ago 2015
09h10
atualizado às 09h25
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ABC de Natal só aguarda burocracias para anunciar a transferência do centroavante Kayke, vice-artilheiro da Série B do Campeonato Brasileiro, ao Flamengo. O clube carioca, por meio do empresários, se acertou diretamente com o jogador e aceitou pagar os 200 mil dólares (cerca de R$ 692 mil) referentes a sua multa contratual. O chapéu sofrido na negociação, por sua vez, gerou mal-estar interno no Santos.

O clube alvinegro já tinha tudo encaminhado para a contratação. Acertou contrato até o fim de 2017 com o jogador, com salários progressivos iniciando em R$ 60 mil, mas viu a situação esbarrar na rejeição ao “pacote” de atletas não aproveitados oferecidos.

Criado na base do Flamengo, Kayke está próximo de retornar ao clube carioca
Criado na base do Flamengo, Kayke está próximo de retornar ao clube carioca
Foto: Divulgação / ABC

O mal-estar acontece por mais um fracasso em negociações, o que se tornou rotina dentro do clube. Na janela internacional, falhou nas buscas por Lucas Leiva, Sandro, Eduardo Vargas, Pablo Osvaldo, Fernando Gago, Hernán Barcos e outros. Além disso, não conseguiu renovar o contrato do atacante Robinho, que foi para o futebol chinês.

O clima interno é de desconfiança entre aliados do presidente Modesto Roma Júnior e outras frentes pelo fato de que todos os nomes procurados têm vazado e dificultado as transações. Os mais recentes foram o zagueiro João Carlos, oferecido após atuar no futebol russo, e o volante Deivid, do Atlético-PR.

Santistas reclamam, principalmente, da atuação do superintendente de esportes, Dagoberto Fernando dos Santos, responsável por contratações contestadas até então: os meias Rafael Longuine e Marquinhos, os atacantes Nilson e Neto Berola, além de outros nomes que chegaram no início do ano como Chiquinho e Marquinhos Gabriel.

Com Leandro, a única contratação recente, até então, o nome também vazou e a negociação por pouco não foi abortada, após negativa inicial do diretor Alexandre Mattos.

Em junho, o Santos sofreu quatro modificações na composição original do Comitê Gestor, grupo formado por sete membros que toma as decisões no clube. O presidente exonerou dois deles justificando quebra na relação de confiança e pelo vazamento de informações internas à imprensa. Outros dois não concordaram com a decisão do mandatário e pediram para sair.

 

Fonte: K.R.C.DE MELO & CIA. LTDA – ME K.R.C.DE MELO & CIA. LTDA – ME
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