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Santos

Filho relata sofrimento de Zito: “foi melhor assim"

Djalma Vassão / Gazeta Press
15 jun 2015
13h27
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O velório do bicampeão mundial pelo Santos e pela Seleção Brasileira, José Ely de Miranda, o Zito, ficou marcado, também, pelo relato de seu sofrimento por alguns dos familiares. O ex-volante e dirigente faleceu na noite de domingo, aos 82 anos, devido a uma insuficiência respiratória, problema que já o cercava há dois meses. A cerimônia acontece no cemitério Memorial Necrópole Ecumênico, em Santos.

“Foi melhor assim para que não sofra mais, nos sensibilizávamos muito com isso. O carinho dos amigos e da família, agora, nos confortam. Os últimos momentos foram de muito sofrimento, em que vimos as dificuldades respiratórias, e ele partir, mas o que todos podem levar são as lembranças dele”, disse José Ely de Miranda Júnior, que ainda completou: "que lembrem dele como ídolo, a figura nacional de exemplo e determinação, de profissionalismo, de amor pelo Brasil e pelo futebol”.

No último ano, Zito ficou 32 dias hospitalizado, grande parte em tratamento na unidade intensiva, em decorrência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico. Desde agosto, o ex-jogador seguia o tratamento Home Care, acompanhamento hospitalar a domicílio, que evita a permanência prolongada no hospital e diminui os riscos de infecções.

O velório começou às 8h (de Brasília) e foi até as13h. Na sequência, o carro que levará o corpo do ex-capitão santista passará pela Vila Belmiro, onde acontecerá uma queima de fogos. O enterro ocorrerá às 16h30, em Roseira, cidade do interior paulista em que nasceu. 

Presidente do Santos, Modesto Roma Júnior se emocionou ao se despedir de Zito
Presidente do Santos, Modesto Roma Júnior se emocionou ao se despedir de Zito
Foto: Marcelo D'Sants / FramePhoto

Já estiveram pelo local o ex-presidente Marcelo Teixeira, o atual técnico santista, Marcelo Fernandes, além de ex-companheiros como Mengálvio, Pepe, Coutinho, Clodoaldo, Negreiros e Manoel Maria. Pelé, que está nos Estados Unidos, enviou uma coroa de flores ao ex-companheiro de Santos e Seleção e não comparecerá.

Pelo Santos, Zito atuou de 1952 a 1967, em 727 jogos, marcando 57 gols. No período, conquistou cinco vezes a Taça Brasil, dez Estaduais, duas Copas Libertadores e dois Mundiais, ambos em 1962 e 1963. Pela Seleção, ganhou as Copas de 1958 e 1962, marcando, inclusive, um dos gols na final contra a Checoslováquia, na conquista do bicampeonato. Posteriormente, voltou ao clube recentemente para trabalhar como observador, sendo um dos descobridores de Robinho, Neymar e Gabriel.

Zito, o eterno capitão do Santos, morreu na noite deste domingo
Zito, o eterno capitão do Santos, morreu na noite deste domingo
Foto: Arquivo LANCE!
Fonte: K.R.C.DE MELO & CIA. LTDA – ME K.R.C.DE MELO & CIA. LTDA – ME
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