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Santos vê resultado satisfatório mesmo com déficit de R$ 78 milhões e herança de Damião

O Santos não foge à difícil realidade dos clubes brasileiros: amargou um déficit de R$ 78 milhões em 2015. Ainda assim, por incrível que pareça, a diretoria, de certa forma, considerou o resultado positivo. A alegação se apega, segundo a atual administração, à “herança deixada pela administração anterior”. Modesto Roma Jr foi antecedido na presidência […]

6 abr 2016
12h23
atualizado às 12h29
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O Santos não foge à difícil realidade dos clubes brasileiros: amargou um déficit de R$ 78 milhões em 2015. Ainda assim, por incrível que pareça, a diretoria, de certa forma, considerou o resultado positivo.  A alegação se apega, segundo a atual administração, à “herança deixada pela administração anterior”.  Modesto Roma Jr foi antecedido na presidência santista por Luiz Álvaro de Oliveira Ribeiro e Odílio Rodrigues.

Os custos financeiros que incidiram sobre a dívida contraída em euros pela administração anterior para a aquisição do atleta Leandro Damião que, isoladamente, significou um aumento de quase R$ 20 milhões de despesas financeiras. Se somado o ajuste por redução ao valor recuperável do atleta, o impacto das perdas com esta aquisição nos resultados de 2015 foi ainda maior: R$ 29,8 milhões”, apontou a nota santista divulgada nesta quarta-feira.

Processos trabalhistas também prejudicaram bastante as finanças do Santos em 2015. Em contrapartida, o clube promete melhores resultados para a atual temporada, alegando aumento de receitas em diferentes áreas (contrato de televisão, programa Sócio Rei, patrocínios e com renda de jogos) e melhor planejamento.

Confira a nota oficial do Peixe:

Mesmo tendo apurado um déficit econômico de pouco mais de R$ 78 milhões, principalmente devido a necessidade de honrar compromissos assumidos pela administração anterior, o resultado do balanço anual de contas do Santos F.C. referente a 2015, apresentado pela Diretoria ao Conselho Fiscal, revela resultados extremamente satisfatórios se considerado o quadro de dificuldades encontrado no início da gestão do presidente Modesto Roma Jr., sugerindo perspectivas positivas para o ano em curso a partir do equilíbrio das finanças do clube.

Além de compartilhar das dificuldades impostas pela conjuntura econômica enfrentada pelo País, que produziram efeitos nos custos financeiros e inibiram investimentos em patrocínios, a atual gestão quitou débitos de grande monta referentes a 2014, especialmente salários e direitos de imagem de atletas em atraso, e compromissos com fornecedores, que impactaram as despesas de 2015.

Nesse contexto destaca-se, em especial, os custos financeiros que incidiram sobre a dívida contraída em euros pela administração anterior para a aquisição do atleta Leandro Damião que, isoladamente, significou um aumento de quase R$ 20 milhões de despesas financeiras. Se somado o ajuste por redução ao valor recuperável do atleta, o impacto das perdas com esta aquisição nos resultados de 2015 foi ainda maior: R$ 29,8 milhões.

Soma-se a isso outro fator relevante que contribuiu para o resultado negativo: as reclamações trabalhistas de seis atletas que requereram na Justiça o rompimento dos vínculos federativos pelo não pagamento de salários pela gestão anterior, somando pleitos da ordem de R$ 83,6 milhões. Os acordos e negociações concluídos na Justiça ao longo de 2015 obrigou o Clube a assumir cerca de R$ 6,5 milhões em indenizações, mais o custo com assessores jurídicos. Além dessas despesas, deve-se somar a perda dos investimentos (intangível) destes atletas, avaliados em R$ 2.7 milhões.

Somados, os impactos negativos decorrentes de passivos de anos anteriores representaram, em 2015, perdas da ordem de cerca de R$ 50 milhões.

Perspectivas positivas

Embora o Santos F.C. registre patrimônio negativo e déficit acumulado, as ações de ajuste financeiro e austeridade nos gastos, promovidas pela administração do presidente Modesto Roma Jr., devolveram ao Clube condições favoráveis para manter ao longo deste ano suas atividades operacionais, assim como satisfazer os compromissos assumidos, priorizando os investimentos na formação e manutenção de um time de qualidade para disputar as competições das quais participará.

Nesse sentido, foram estabelecidas diretrizes para incrementar os resultados operacionais em 2016, baseado nas seguintes ações:

– Aumento das receitas com direitos de transmissão de televisão.

– Incremento de receitas oriundas dos sócios e do Programa Sócio Rei.

– Planejamento esportivo voltado para a participação de ponta nos torneios regional e nacionais.

– Aumento das receitas com jogos, não só em face de um desempenho esportivo melhor, como também via programas de estímulo ao comparecimento da torcida.

– Aumento das receitas com a comercialização e a exploração de material esportivo de forma diferenciada a que vinha ocorrendo até 2015.

– Venda de atletas cuja transação se justifique, quer pela oportunidade do preço, quer por decisão técnica.

– Melhor gestão dos recursos e redução das despesas financeiras.

– Manutenção de rígido controle das despesas operacionais e administrativas e dos investimentos.

Há também o compromisso da Administração em continuar atuando com total transparência e promovendo ações dirigidas à consolidar o equilíbrio econômico do Clube, na busca da estruturação de um fluxo recorrente de receitas que viabilize um planejamento a médio e longo prazos, bem como o saneamento do seu passivo financeiro.

Tão logo seja deliberado pelo Conselho Fiscal, o balanço ficará disponível para consulta no site oficial do clube.

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