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Bauza reclama de falta de clareza e admite complicações para o Tricolor

17 fev 2016
22h49
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O técnico Edgardo Bauza elegeu a "falta de clareza para tomar boas decisões" como fator determinante para o São Paulo perder por 1 a 0 do The Strongest, nessa quarta-feira, na abertura da fase de grupos da Copa Libertadores. O treinador, que se negou a tratar do velho jargão sobre "justiça no futebol", disse que não é possível analisar o resultado sem levar em conta a incapacidade do Tricolor em furar o bloqueio defensivo do rival boliviano. Ele, no entanto, admitiu que o resultado complica a classificação do time para a próxima fase da competição.

"Eu não falo em justiça no futebol. Isso é algo afetivo, não existe. Nunca me coloquei a pensar desse jeito. Analiso de formas diferentes. Tivemos 65 minutos de bola nos pés e criamos três ou quatro chances. É muito pouco. A equipe não fez uma boa partida e a clareza para decidir não apareceu, por mais ofensivo que tenha sido o time" afirmou Bauza.

"A Libertadores é um torneio complicado e difícil. Falamos com os jogadores antes do jogo no Peru [contra o César Vallejo] sobre não haver partidas fáceis. Esse é um resultado que complica muito a classificação. Estamos tristes com o que aconteceu e vamos tratar de seguir trabalhando para avançar. Esse é o nosso primeiro objetivo. Perdemos três pontos importantíssimos, mas nós continuaremos lutando", acrescentou.

Questionado se a derrota era um vexame ou uma surpresa, Bauza deu de ombros e pediu para o jornalista "colocar o título que quiser" ao tratar do assunto. "Não é fácil perder um jogo de Libertadores em casa, mas há tempos o futebol não tem lógica. Não podemos ignorar o mérito da equipe rival, que encontrou o gol na bola parada e se refugiou bem atrás", disse. "Para nós, creio que faltou mais clareza para escolher o passe e a definição. A equipe não esteve tranquila para tomar essas decisões. Se jogássemos mais uma hora de futebol, o resultado poderia não se alterar".

Vaias aos jogadores - Incomodados com as críticas dos torcedores, os jogadores são-paulinos saíram de campo sem conversar com a imprensa. Poucos pararam para atender aos jornalistas na zona mista do Pacaembu. Segundo Bauza, o assunto não foi tratado nos vestiários. "Vocês devem perguntar a eles. Não falaram nada para mim. Eu não tenho problema de falar".

Na saída do ônibus do estádio, um grupo de torcedores se aglomerou em torno do veículo para a ofender o meia Michel Bastos e o atacante Centurión. Um cordão de seguranças teve de ser feito após alguns tricolores socarem a lataria do ônibus. Bauza, que evitou comentar as vaias específicas aos atletas, disse ser compreensível a hostilidade com relação ao elenco.

"Vejo o rendimento diário dos jogadores para escalar quem está melhor. A torcida tem as suas preferências por um jogador ou por outro. E hoje tem razão em vaiar [de um modo geral], pois perdemos o jogo. Deveríamos ter obtido um resultado melhor", afirmou o argentino, de forma sucinta, ao tratar de suas preferências para o time titular.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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