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Emocionado, Ceni pede que joguem suas cinzas no Morumbi

11 dez 2015
23h49
atualizado em 12/12/2015 às 12h36
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Rogério Ceni, durante jogo dos jogadores 2005 x jogadores 92/93, na despedida do goleiro no Morumbi.
Rogério Ceni, durante jogo dos jogadores 2005 x jogadores 92/93, na despedida do goleiro no Morumbi.
Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Após o apito final da partida realizada em sua homenagem na noite desta sexta-feira, no Morumbi, o goleiro Rogério Ceni fez questão de pegar o microfone e dizer algumas palavras para os presentes ao estádio. Emocionado, agradeceu à presença de todos e fez duas revelações que acabaram com qualquer frieza dos são-paulinos: a aposentadoria da camisa 01 e o pedido de que, quando morresse, tivesse as suas cinzas jogadas no gramado da casa tricolor.

"Torcedor são-paulino, essa noite aqui é para vocês. Mais do que uma despedida minha, gostaria que vocês todos encarassem isso aqui como uma festa para vocês. Ano que vem, quarta-feira de Libertadores, queremos ver isso aqui, estádio cheio para apoiar o time", pediu, anunciando logo depois que a camisa 01 será aposentada, deixando apenas o 1 para os futuros goleiros. "O 01, a partir de hoje, é uma extensão da minha carreira", encerrou.

Já com a voz embargada e demorando a terminar as frases, Ceni pediu silêncio aos cerca de 60 mil presentes para revelar um desejo do futuro. Aproveitando que a família assistia às suas palavras, deixou avisado que quer ser eternizado no campo onde teve tantas glórias.

"Olha, vou falar diretamente com a minha família, que veio para cá me assistir. (Pausa) Obrigado por esses 25 anos de sonho que eu pude viver. Gostaria que (pausa e choro). Gostaria que, quando eu morresse, eu fosse cremado e as minhas cinzas fossem jogadas aqui no Morumbi, para que eu possa sempre lembrar do que aconteceu", contou, para delírio dos são-paulinos.

Após as palavras, ele ainda aproveitou a presença de tantos amigos e torcedores para dar uma volta olímpica, a última depois de tantos títulos comemorados na mesma grama. Sendo seguido por uma multidão de jornalistas digna de cobertura de título, ele acenou aos presentes, que lá permaneceram por mais dez minutos. Depois, pouco a pouco, cada um começou a se recolher e tomar o caminho de casa, com a certeza de que, naquela noite, viram a história ser revivida e também projetada, certamente em um dos dias mais marcantes dos 85 anos de vida do clube.

 

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