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São Paulo

Rir para não chorar! Bastos brinca com atrasos no São Paulo

Alexandre Schneider / Getty Images
29 jun 2015
12h39
atualizado às 12h47
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O clima no São Paulo não é dos melhores. Não bastasse a derrota no clássico no último domingo para o Palmeiras por 4 a 0, o clube ainda enfrenta seguidos atrasos de direitos de imagem. O clube está perto de completar quatro meses sem fazer esse tipo de pagamento, depositando apenas o salário combinado em carteira. A situação até rendeu uma brincadeira de Michel Bastos. 

“Vai do jogador na hora de fazer o contrato. Quando vim, me falaram que o São Paulo nunca foi de atrasar, sempre arcou com os compromissos. Claro, se eu soubesse o que ia acontecer, tinha colocado tudo em carteira, mas a gente sabe que a situação vai mudar”, disse o camisa 7 sobre alguns jogadores do clube se beneficiarem de ter todo o salário pago em carteira de trabalho. 

Caso um clube atrase três meses de salários em carteira, o jogador tem direito de entrar na Justiça para quebrar o seu vínculo de trabalho. O mesmo não acontece com os direitos de imagem, que muitas vezes acabam se tornando a maior parte do salário dos atletas. 

Apesar de admitir as dificuldades Michel ainda exime a diretoria de culpa. “Sabemos que hoje a situação do clube financeiramente é complicada. Devido a isso, abrir mão de alguns jogadores a gente entende, mesmo sabendo que são importantes. Fazer o quê? É continuar trabalhando da mesma forma”, explicou o jogador.

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O São Paulo perdeu no último mês o zagueiro Paulo Miranda e o volante Denílson. Além disso, a venda de Rodrigo Caio para o Valencia se tornou a grande esperança da diretoria para regularizar a situação financeira, mas há o risco de que a negociação não se concretize mais. 

Apesar de toda a questão, Bastos reforça que as dívidas não estão influenciando o desempenho do São Paulo dentro de campo.

“Lógico que a gente quer receber, somos trabalhadores, mas isso vem desde o ano passado e não nos impediu ficar em segundo do Brasileiro. Tudo aconteceu com essa situação, isso não está influenciando dentro de campo. Somos profissionais e esse é nosso trabalho”, concluiu o meia.

 

Fonte: EFuroni Conteúdo Editorial Fonte: Terra
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