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Muricy acredita que São Paulo já escolheu o novo técnico

9 nov 2015
23h36
atualizado em 10/11/2015 às 09h26
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Com duração de sete meses, a última passagem de Muricy Ramalho pelo São Paulo, entre setembro de 2014 e abril deste ano, foi também a mais curta. Bem diferente do que aconteceu com Doriva, que em comum com Muricy tem o fato de ter atuado também como jogador no Tricolor, demitido após 32 dias comandando a equipe do Morumbi. O técnico tricampeão brasileiro pelo time comentou a dispensa de seu colega de profissão, anunciada nesta segunda-feira.

“Clube grande não demite técnico sem ter outro já contratado”, disse, em entrevista ao Sportv, baseando-se em sua experiência de cerca de 20 anos atuando como treinador no Brasil. A diretoria são-paulina, por outro lado, garante que o coordenador técnico Milton Cruz fica no comando até o fim da temporada. Para substituí-lo, então, fala-se em nomes como Cuca, Paulo Roberto Falcão e Diego Aguirre.

"Clube grande não demite técnico sem ter outro já contratado”, diz Muricy
"Clube grande não demite técnico sem ter outro já contratado”, diz Muricy
Foto: Rogério Moroti / Futura Press

“Acho que, quando o São Paulo soube dessa história da saída do Osorio para a seleção mexicana, já deveria ter deixado o Milton no cargo até o final do ano e contratar alguém em 2016”, complementou Muricy.

Questionado sobre uma possível volta ao Morumbi, o treinador desconversou. Ele revelou ter chegado a ficar desmotivado para voltar a trabalhar com futebol, mas fatores como a recente viagem à Espanha, na qual visitou o Barcelona e conheceu a estrutura do clube, lhe devolveram a vontade de trabalhar com o esporte do qual se distanciou em abril, por causa de problemas de saúde que o "detonavam" ao fim de sua última passagem pelo Tricolor.

Recuperado, Muricy já surge como uma forte sombra no mercado brasileiro para a próxima temporada. Especulado em clubes como Internacional, onde substituiria Argel Fucks, e Flamengo, desbancando Oswaldo de Oliveira, o treinador de 60 anos afirmou que tem boas propostas de dentro do país, mas que nenhum acordo foi selado até o momento.

“Tenho propostas boas aqui, muito boas. E, pelas conversas preliminares, de gente que está disposta a fazer um trabalho a longo prazo. Existe gente que quer mudar a maneira como as coisas são feitas, mudar as coisas, e isso dá uma injeção de ânimo na gente. Mas não tem nada pronto, nada acertado”, declarou o experiente técnico, que deve mesmo voltar a comandar uma equipe brasileira em 2016, uma vez que rechaça ofertas de países com pouca tradição no futebol.

“Tem algumas propostas de fora que não me interessam. China, essas coisas, não dá. Sinceramente, lá é só para ganhar dinheiro. Para fazer o que eu quero fazer tem que ser a longo prazo, o dirigente tem que acreditar, os caras da base precisam acreditar”, concluiu.

 

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