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"Sem posição", Rodrigo Caio se destaca e garante São Paulo em clássico

Volante levou a pior em dividida no primeiro tempo; no segundo, dividiu-se entre a lateral, a zaga e o meio
Foto: Fernando Borges / Terra
  • Emanuel Colombari
    Direto de São Paulo
 

Rodrigo Caio não foi aplaudido pela torcida ao ter seu nome anunciado pelo sistema de som do Estádio do Morumbi na tarde deste domingo, antes do clássico contra o Palmeiras. Não balançou as redes, não fez passes geniais ou lances de efeito. Ainda assim, no empate por 0 a 0 entre os dois times pela 11ª rodada do Campeonato Paulista, o camisa 7 se destacou em campo e ganhou elogios com sua atuação.

Escalado para ocupar a vaga do lesionado Denílson, Rodrigo Caio atuou pouco tempo como segundo homem de contenção do meio de campo tricolor. Diante de um Palmeiras que começou o jogo em alta velocidade, passou rapidamente a atuar na lateral direita. Resultado: marcou presença com uma boa cobertura na defesa e no apoio ao ataque, ligando diretamente suas jogadas a Jadson, Paulo Henrique Ganso, Aloísio, Osvaldo e Luís Fabiano. Atuou até como zagueiro quando foi preciso.

“Nos três minutos iniciais, o Palmeiras fez um abafa e a gente não conseguiu sair jogando. Desloquei o Rodrigo para a lateral direita, empurrei o Douglas para o ataque. Nossa equipe melhorou coletivamente, e o Rodrigo fez uma bela partida hoje. Foi um jogador guerreiro o tempo todo. Nos momentos em que a gente precisou dele, até quando o Lúcio foi expulso, ele encaixou como zagueiro. Eu até conversei com ele sobre isso, dessa possibilidade de exercer outras funções”, elogiou Ney Franco.

Assim como todo o time do São Paulo, Rodrigo Caio fez um primeiro tempo discreto. Seu principal momento nos primeiros 45 minutos foi, na verdade, uma dividida na qual levou a pior: aos 38min, o camisa 7 disputou a bola pela direita com Charles e recebeu uma pancada na boca. Precisou sair de campo para atendimento e foi atendido pelos médicos – na volta, a arbitragem demorou para liberar seu retorno, irritando a torcida.

A partir da expulsão de Lúcio no início do segundo tempo, passou a atuar mais recuado, formando a defesa ao lado de Rafael Tolói e Cortêz. Com a entrada de Edson Silva na vaga de Wellington, ganhou espaço no meio de campo e se arriscou na criação. Sem uma função clara, flutuou da defesa ao meio e ajudou a confundir os palmeirenses.

Aos poucos, o jovem volante, 19 anos, vai ganhando espaço com Ney Franco. “O Rodrigo está conseguindo seu espaço na equipe. Já tinha feito um ótimo jogo contra o Penapolense (vitória por 2 a 0 em 3 de março). Para mim, foi um dos melhores em campo. Hoje, foi um dos melhores em campo, fez uma baita partida. Está aproveitando as oportunidades”, destacou o técnico.

O próprio jogador, por sua vez, evitou os elogios na saída do gramado. “O time mostrou muita vontade, determinação. Esse é o espirito do time, esse é o espírito do São Paulo”, afirmou.

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