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Sem magia, Harry Potter reina absoluto no ski jumping

14 fev 2010
15h48
atualizado às 16h47
Christopher Clarey

A relação com Harry Potter, como a própria série de livros, é definitivamente parte do passado para Simon Ammann.

Os paralelos eram irresistíveis em 2002, na Olimpíada de Salt Lake City, com seus óculos de aro redondo, seu perfil de menino e sua agilidade quando suspenso no ar (sem precisar de vassoura). Ele ganhou, aparentemente de forma mágica, duas medalhas de ouro no ski jumping, sendo um rapaz de 20 anos que nunca havia terminado em primeiro lugar numa competição de Copa do Mundo.

Mas não houve nenhuma bruxaria na medalha de ouro que Ammann ganhou sábado. Ela foi também a primeira medalha de ouro desses Jogos.

Ammann batalhou nos anos seguintes a seu sucesso em Salt Lake, mas esteve em um ótimo lugar na maior parte dos últimos três anos. Ele chegou a Vancouver como líder da Copa do Mundo e vencedor de cinco eventos nesta temporada.

Na primeira das duas rodadas de sábado, ele realizou o salto mais longo e obteve a maior pontuação numa distância de 105 metros. Depois, ele esperou sob leve chuva e neblina e sob a pressão de seus rivais veteranos - Gregor Schlierenzuer, da Áustria, e Adam Malysz, da Polônia.

"Qualquer medalha de ouro é importante, e a tarefa não está ficando mais fácil", disse Ammann. "Porque você leva uma enorme carga de memórias que carrega pelo percurso, mas, nos momentos certos, se foca tão claramente nas técnicas que as faz de forma harmoniosa e poderosa".

"Os espectadores só ficam com a ideia de que você apareceu, subiu na rampa, chegou, viu e conquistou a colina", continuou com uma risada. "Não é assim. Passa um monte de coisa na cabeça antes do salto, mas a experiência de oito anos atrás com certeza me ajudou a manter a cabeça limpa".

Depois que todos, exceto Ammann, terminaram o salto e após o por vezes confuso público canadense finalmente começar a entender algumas das complicações e pontos de aplauso do salto de esqui, ele se lançou pela pista mais uma vez.

Assistindo pela televisão, um saltador de esqui parece estar muito acima da neve, quando na verdade passa a pouco metros de distância da terra firme. A beleza não está na sensação de perigo, mas em observar esses atletas estenderem seu voo além de qualquer expectativa razoável. E quando Ammann parou de flutuar, ele tinha o salto mais longo da rodada final ¿ um recorde de 108 metros e uma pontuação combinada de 275,5 pontos. Malysz acabou em segundo com 269,5 e Schlierenzauer em terceiro com 268.

Ammann, em seguida, abraçou seu técnico, Martin Künzle, na área de chegada e teve muito que comemorar. Com três ouros individuais, Ammann tem mais medalhas do que qualquer outro saltador de esqui, com exceção de Matti Nykanen, o sofrido finlandês que arrasou no salto de rampa normal e rampa grande em 1984 e 1988, antes de fraturas e hábitos autodestrutivos terem-no deixado definitivamente em solo.

Ammann disse que seus pensamentos pré-salto se voltaram ao georgiano Nodar Kumaritashvili, que morreu durante um treino, na sexta-feira, em Whistler. "A tragédia de ontem me deu o que contemplar", disse Ammann. "A vida às vezes se mostra diferente do que você esperava. É por isso que quis apreciar o momento".

Tradução de Amy Traduções

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Ski Jumping - Individual Final
The New York Times

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